20 abril, 2006

Fragmentos

Hoje, chegado a casa cansado e desalentado porque acho que quando consigo anular uma dôr, me vem logo algo para nao me deixar acabar o dia em sossego, e, por via das confusões verbais, e dos desencontros linguísticos, peguei no dito cujo computador, e deliciei-me a olhar para fragmentos da minha vida, lembrando mensagens que me deixavam com calor, e que o que era verdade assumida, desvanesse-se num apice como um relampago. Olhei para algumas fotos, e lembrei outros tempos passados em que a união fazia a força, e o amor era o bastião que amparava todos aqueles que se davam bem, e sentiam da mesma maneira, hoje, olho para trás, e vejo que afinal e tudo demasiado efemero para que possamos dar afirmações tão fortes como outrora se deram em nome de algo em que só se acreditava na altura em função das circunstancias, e não na razão correcta dos sentimentos mais profundos. Não é nostalgia, mas é o olharmos para a vida e para as pessoas, e carregarmos toda a aprendisagem que nos foi dada, pelos que num dado momento nos chamam heróis, nos dizem clamores, e se desvanessem como névoa quando o dia desponta.
Por mim, onde estiver, com quem estiver, vou continuar a semear o que tenho e o que sei dar, se haverá alguém capaz de saber receber bem, e depois utulizar bem o que recebeu, então o meu caminho está correcto, e sei que um dia, ainda que longinquo, chegará a vez de esses que outrora clamaram e desapareceram, voltarem a aproximar-se, quer seja pela perda, quer seja pela necessidade de receber, o que nao abunda nesta sociedade maléfica, e cheia de teias a convidarem-nos a sermos banquete recheado de mentes obscuras e pobres.
Um grande abraço a todos os que ainda cá permanecem e estão firmes.

Miro

17 abril, 2006

És tu

Quando estou vazio sem soluções
és tu que alimenta a vontade de ir
se não encontro o caminho e as razões
és tu que não me deixas desistir

quando caio desamparado num lugar
és tu que me vem sempre ajudar
quando a força ja nao da pra viver
és tu que me vens abastecer

quando ja não existe mais, nem porquê
é o teu amor, e a tua presença que se vê
e as lagrimas que solto sem tu veres
as vezes es tu que as afagas sem saberes

por isso te digo que tu para mim
serás sempre, para sempre e até ao fim
a amizade verdadeira pura e sincera
para além do que um homem espera!

a isso eu chamaria de amor
e como não tenho nenhum pudor
digo que te amo dentro de mim
e não há ninguém que sinta assim!

Miro

Beijos a quem é de beijos e abraços a quem é de abraços

14 abril, 2006

Cheias do douro

Cantei p’ra chuva
Uma canção sem par
Um dia choveu tanto
Que estive p’ramafogar

O rio encheu tanto
Que subiu as margens
Não havia nenhum meio
De chegar as garagens

Veio tanta gente ver
A água fora do leito
Assim como a desgraça
Ficou no meu peito

O que para uns é beleza
Para outros é uma dor
E que essa tristeza
Não volte por favor

Assim sem esperar
E sem pensar mais em dor
Vim a ribeira cantar
E beijar o meu amor

Porque se me afogar
Será em lençóis de linho
Que com calor me aqueço
E com amor faço ninho

Miro

PS: A pensar no meu amigo Luís ás 5 da matina de ontem, e hoje vai pelo mesmo caminho. Um grande abraço pa tu, e que possa haver muita gente que se possa orgulhar de ter bons amigos, como eu me orgulho!

11 abril, 2006

Amor

Quem precisará de mais
para poder caminhar seguro
que o amor de teus pais
e dos amigos que é puro?

quem precisa de ter castelos
palacios ou grande propriedade
se não conseguir partilha-los
com amigos de verdade?

se nao me faltar o amor
se nao faltar amizade
não haverá nehuma dôr
a esmagar sem piedade

sem amigos é vazia
toda a nossa existência
é nao ter a alegria
é nao ter correspondência

é nao ter o agasalho
que aquece todo o frio
é não vencer o atalho
rasgar a noite com pavio

por isso deixem-me dizer
que o calor que me dão
é fonte de bem querer
é alimento é pão

é amor é amizade
é carinho e poder
e ter a fraternidade
de ajudar a vencer!

E por vós acreditai
um dia eu sorrirei
se hoje a lagrima cai
amanhã eu vencerei

porque a força do amor
jamais será p'ra vencer
cria uma aura em redor
que só eu e tu poemos entender!

beijos a quem é de beijos

e abraços a quem é de abraços

adorovos!

Miro

07 abril, 2006

Hoje nao vou chorar

Hoje recebi a tal notícia
que esperava com ansiedade
dei por mim, numa ficticia
alegria, que não era verdade

tanta espectativa criei
sobre um papel relevante
e tudo o que ate hoje lutei
pode nao ir mais adiante

damos tudo de nós, empreendemos
fazemos das tripas coração
lutamos muito e sofremos
e tudo nos foge da mão

criamos castelos, fortalezas
na esperança de sermos vencedores
criamos algumas riquezas
e pensamos não ser devedores

mas um dia, sem se esperar
começa o desvario completo
e nao há quem posso segurar
tudo o que nos cai por perto

a derrota se assume
como força verdadeira
e não ha mais quem queira
vir perto de ti dar-te lume

acender a tua alma
com fé esperança e amor
apenas roubam calor
quando te veem sem calma

nao te afagam as lagrimas que caiem
nos momentos mais combalidos que tiveres
e se ficas a olhar, a ver se saiem
destroças teu coração, e teus haveres

sem razão nehuma aparente
deixas-te de ser um elogio
e passas assim de repente
a ser merda a solta num rio

só a fé, e o amor que tens de ter
te fará nao desistir de seres alguem
e se um dia isto também te acontecer
se eu nao desisti, nao deve desistir ninguém

Ja agora vale a pena pensar nisto

Miro

05 abril, 2006

Propriedades

É muito bonito o conceito que temos de propriedade, mas de facto, sempre que compramos uma casa, pedimos isenção de contribuição autarquica, e ao fim de dez anos, começamos a paga-la. Não sei se ja fizeram as contas, mas mesmo depois de dizer-mos que compramos uma casa, e mesmo quando ja a pagamos, ficamos sempre a dever ao estado uma renda mensal, estúpida no meu ver, pois, por mais que queiramos estar descansados, so mesmo quando chegamos a reforma é que deixamos de alimentar uma cambada de inúteis, que só sabe pedir mais e mais impostos.
Senão para que vejamos: 1,3 por cento do valor patrimonial, é a mesma coisa que dizer que, por ano uma casa no valor de 200.000 euros, ficara o dito proprietário a pagar de imposto sobre imóveis no valor de 2.600 euros por ano o que dá mais coisa menos coisa, 217 euros por mês, ou seja 43.400$00, ou seja, quase a renda que a minha irmã paga por mês do apartamento onde vive. Digam-me lá de quem é afinal a casa, e para quem vai o arrendamento???? nao será para a autarquia? e será que a autarquia com esse dinheiro vai ajudar a reparar as casas degradadas, e a melhorar as condições de vida dos seus contribuintes? ou será que é preciso no mínimo 15 casas de 200.000 euros para comprar o carro do presidente da camara? e mais 4 para o manter, e mais nao sei quantas casas, para alimentar a policia municipal, que nao esta ali para nos ajudar, nem para colaborar com a população, mas são mais uns quantos cagantes, que sabem cagar leis, e tentar passar mais umas quantas multas ao cidadão, que ja lhes paga o ordenado com os muitos impostos, mas que mesmo assim eles perseguem??? afinal o que é que é propriedade?? Afinal o que é que se pode diozer que é nosso? nem a luz do materialismos poderemos dizer isso, quanto mais a nivel espiritual, que nada troxemos, nada levamos, portanto, tudo é um empréstimo, so que Deus empresta-nos as coisas para nosso proveito e bem estar, e as autarquias e o Estado, deixa-nos pensar que temos propriedades, mas é só para nos poder comer o que podem.

Já agora vale a pena pensar nisto

Miro

30 março, 2006

Pressupostos

Parece que é interminável a maneira das pessoas agirem por pressupostos, e a partir desses pressupostos decidirem e julgarem os outros. Quando nao se sabe bem a vida dos outros, é dificil podermos ajuizar se eles nos estão a dar o melhor deles ou não, e é também muito dificil saber até que ponto as pessoas se dedicam a outras, quando desconhecem os sacrificios que fazem para tentar manter o equilibrio com os que os circundam. Já por mais que uma vez, verifico situações de julgamento precipitado, e, muitas vezes, quando tudo damos aos outros, ainda assim, os outros a quem damos, acham que nao fizemos nada, ou pelo menos o suficiente. Vou dar como exemplo a minha relação com os meus pais, para que assim possa descrever mais á vontade o que pretendo, sem correr riscos de mal entendido.
Os meus pais, são pessoas muito humildes, que nao me puderam dar nada em termos de valores materiais, nunca me puderam dar prendinhas caras, nunca me puderam vestir e calçar com o que havia de melhor, nunca me puderam dar dinheiro para ir ao cinema quando queria, para ir as discotecas, ou para passar fins de semana onde me apetecia. Não podiam, porque os fracos recursos económicos não lho permitiam, e porque a vida na minha infancia, era extremamente dificil. O meu pai, para me educar, muitas vezes me deu açoites, me deu grandes tareias, me bateu, pois eu era uma criança difícil, muito irreverente, e muito inpulsiva, e, uma das vezes, tinha eu recebido o meu primeiro subsidio de férias (com 14 anos), queria ir uns dias de férias, e ele bateu-me com toda a força que tinha, e, embora eu nessa altura ja tivesse corpo e força para pegar nele por baixo do braço, fiquei em sentido e só lhe dizia que quando ele achasse que ja estava suficientemente punido, me deixasse ir embora. É claro que nessa idade, nós somos os donos do mundo, e sabemos tudo da vida, e pensamos que ninguem mais tem nada para nos ensinar, mas eu depressa soube, que o meu pai apenas estava preocupado comigo, pois se eu fosse de férias sozinho, seria fácil aparecer um marginal e maltratar-me, e ele apenas queria proteger-me, embora nao o tivesse feito da melhor maneira, nunca guardei comigo sentimentos contra ele, porque também sabia que o amor que ele me tinha é que fazia com que exactamente ele procedesse dessa maneira. Quando eu disse que os meus pais nao me puderam dar nada materialmente, não quis de forma nenhuma dizer que nao me deram nada, antes pelo contrário, deram-me imenso amor, deram-me imensa sabedoria, deram-me imensa moralidade, deram o que tinham para me dar, e, que eu sempre recebi com humildade e muito amor, pois ainda hoje é o dia em que quando me sento a conversar com eles, e relembramos a minha infancia, nos rimos e nos embaraçamos mutuamente, pelos excessos que ambos cometemos, porque se os pais nao teem livros que ensinem a ser bons pais, os filhos também não teem livros para ensinar a lidar com os pais. Hoje em dia, os filhos, apesar de muita formação académica, podem ter quase tudo, e mesmo que os pais abdiquem deles proprios para que os seus filhos estejam bem, nunca fazem o suficiente, pois nao os deixam com mordomias, ou com lugares ao sol, e tornam-se ingratos, maldicentes, injuriosos, e as vezes, para além de mal educados, nao fazem uso do mais basico dos mandamentos, que é honrarás a teu pai e tua mãe, e fazem o inverso, julgando e fazendo com que os pais se sintam farrapos humanos, porque tudo fizeram por eles, no entanto eles nunca estão satisfeitos. Lembro aqui aos pais que sofrem, que a nossa obrigação moral, é manter os filhos e apoia-los até a idade adulta, facultando-lhes a aprendizagem, e a sua evolução, e não é sustentá-los e aos seus caprichos durante o tempo que eles querem. Por outro lado, lembrando uma amiga minha que é mãe recente, e que há bem pouco tempo se privou de muitas coisas para que a filha estivesse bem e nao lhe faltasse nada, mas como é normal, a filha é criança, provavelmente e Deus a ajude, nunca irá saber que a mae passou essas dificuldades, assim como há pais que tudo fazem pelos filhos, e que são capazes de dar os ultimos dinheiros que teem no bolso, e mesmo assim, são considerados crapulas. O grande diferença é que quando estava na tropa, as vezes sem comer dois ou tres dias, pedia ao meu pai para me mandar dinheiro dse pudesse, e ele coitado, as vezes ia pedir para me poder mandar 500$00 para eu poder desenrascar-me, e embora só lhe pedindo em ultima estancia, sabia que ele estava a fazer um esforço enorme, e sempre lhe agradeci o que ele fez por mim, e nunca mas nunca na minha vida de 50 anos, lhe faltei ao respeito, lhe disse coisas injustas, lhe fiz sentir que ele nao fez o melhor que podia e sabia. A ele devo tudo o que sou e o que sei, a ele e á minha mãe, devo a sabedoria e o amor que distribuo a quem quer receber e tem humildade por isso, e, lamentavelmente, nao consigo mesmo assim ser tão duro como o meu pai no que respeita a exigir que o respeitem, pois quem lhe falta ao respeito ele nao da hipoteses, e só posso dizer que ele é que está certo.
Para os aqueles que entemdem o que tento explicar é que o que se passa em relacção aos filhos, passa-se em relacção as relacções entre pessoas, e se tivermos moralidade, educação e humildade, sempre conseguimos perceber que os juízos que as vezes fazemos dos que deram tudo por nós, são errados, e cometemos erros de palmatória, com aqueles que se esforçaram por nos ver bem.

Já agora vale a pena pensar nisto

beijos a quem é de beijos

29 março, 2006

Peneirar

Talvez a maioria das pessoas nao conheça o termo, e pensem que peneirar é ter peneiras, mas, nao se trata de vaidades, mas sim de filtrar, de "passar a pente fino", de separar, ou seja, separar uma determinada coisa de outra. A peneira, que também se pode chamar crivo, serve exactamente para separar o que se pretennde do que não se pretende. Hora, nestes últimos dias, tenho verificado que a peneira esta a trabalhar, e que de facto aparecem as pessoas que depois de filtradas e de passarem pela peneira, se voltam a juntar aos pedacinhos, tal como a família que se estava a contruir, até que as ondas negativas fizessem turbilhões para destruir o que demorou a ser construído.
Naturalmente que estas coisas que acontecem e que momentaneamente e que separam as pessoas, servem também para se verificar e produzir a depuração, e separar o trigo do joio, e portanto, a família fica mais fortalecida, porque entretanto, deixamos de ter tanto joio no seio do nosso trigo, e poderemos se calhar estar mais felizes, porque estamos a cimentar amizades com melhores alicerces, portanto mais sólidas.
Devagarinho tudo se depura, seja na nossa vida pessoal, seja na nossa vida profissional, e, embora as vezes demore, acabamos por verificar que estavamos cercados de muita gente boa, mas com muitas ervas daninhas a estragar o desenvolvimento de amizade fraterna, e de relações melhores.
Este último mês tem sido particularmente feroz na mostragem do que tenho de bom e de mau a minha volta, e, sem que eu tenha feito nada por isso, tudo se revela, até a malcriação de quem nos devia ter respeito pela afinidade. Mas é mesmo assim, e teremos de aprender a viver com isso, e com essas mazelas, de pessoas que por saberem algumas coisas, pensam que podem dizer o que lhes apetece sobre as outras, e tecerem opiniões como se tivessem ja todo o conhecimento do mundo, e ja nao precisam de aprender mais nada, e nem respeitar os que ja passaram por la, e nunca faltaram ao respeito a ninguém. Tudo se acerta, e, se antigamente eu ficaria desolado, e desfeito, hoje a luz do que vou aprendendo, sei que ninguém é "nosso" e tudo nos é emprestado, seja para ajudar-mos a evoluir, seja para transmitir-mos valores, e, se em vez de quererem receber os valores do amor e da ternura, e antes pelo contrario pretendem os valores materiais, e só o material lhes interessa, então, lamentávelmente nao fomos capazes de conseguir demover e de educar bem os que nos rodeiam, ou, os que tentamos ou prometemos educar, e, se eles optaram por outros caminhos, nao pode ser responsabilidade nossa sobre esse aspecto.
Se por acaso se desvirtuam de serem cordiais, e de serem educados e respeitar os outros, então, se nas pequenas coisas nao são capazes de se modificarem, como serão capazes de chegar as grandes?
Um bem hajam e ja agora... vale a pena pensar nisto

28 março, 2006

E a verdade assumiu-se

É engraçado como sempre dizemos que "a verdade é como o azeite, e vem sempre ao de cima" mas, quantas vezes, esperamos sentados e demora uma eternidade, mas outras alturas, quando ainda pensamos que se calhar nao demos o benefício da dúvida a alguém, e as vezes ficamos com a sensação que exageramos nas nossas analises, e logo de seguida, levamos com a mais cruel verdade em cima, para que exactamente nao tenhamos dúvidas da crapulice que somos sujeitos, e da maldicencia que na sombra foi tendo forma em muitas direcções, e que, apanhando muitas almas desprevenidas, la criaram mais uma vez situações em que essas almas, ficaram envolvidas pela mentira, e portanto, levadas a crer em montes de situações desprezíveis, tal como os seus autores são. Esperava que demorasse de facto mais tempo, mas qual o meu espanto, dei por mim a ouvir coisas que noutras alturas me fariam sair do sério e dar meia duzia de chapadas, hoje me fazem ter pena dessas pessoas, pois são tão pequeninas e tão pobres de espírito, que em vez de me fazerem ter vontade de lhes dar uns correctivos, me fazem ter pena deles, uma vez que ainda terão muito que sofrer para chegarem a algum lado. Aproveito para dizer que infelizmente a quem nao entende destas coisas, que quanto mais denegrirem as outras pessoas, que ainda por cima abriram o peito para vós, mais a vossa vidinha se encarregará de por tudo nos eixos, e como isto esta a ser muito rápido, contem que... não tarda a receberem com juros e correcção monetária tudo o que fizerem, uma vez que aquilo que semeamos é pela certa o que colhemos, pois nunca vi ninguém semear milho, e colher trigo, logo se semearem mal, nao podem colher o bem, e, a sementeira é livre, ou seja, podemos semear o que quisermos, mas,a colheita não, a colheita é obrigatória, porque nao é permitido semear milho e colher uma espiga de oiro, ou seja se semeares um grão, recebes uma espiga, se ela é boa ou má, depende do que semeas-te!

Já agora, vale a pena pensar nisto!

Beijos a quem é de beijos e abraços a quem é de abraços, quanto aos hipócritas, por favor façam de conta que nao me conhecem, porque como digo em cima, estou farto de hipocrisia!

24 março, 2006

Hoje é verdade

Se o azeite nao subisse
acima de toda a agua
a verdade se sumisse
da salvação... nem a tábua

são certos esses provérvios
que nos ditou nosso povo
e sem mandar avisos prévios
nos dizem tudo de novo

parece que esquecemos
as lições que recebemos
e por isso repetimos
os erros que cometemos

não é fácil mudar vicios
muito menos os morais
porque ficam os resquicios
das maldades que lembrais

e se temos oportunidade
de então tudo mudar
só um tolo em verdade
nao a irá aproveitar

pois temos todos um dia
de ser sempre exemplar
por isso eu bem queria
meus defeitos eliminar

mas como nao sou perfeito
nem tenho sempre razão
ja me dou por satisfeito
de ouvir meu coração

e do afecto que tenho
e que dou a toda a gente
fico alegre me contenho
se consigo ser diferente

miro

18 março, 2006

Hipocrisia, veneno com sabor a mel

Hoje de manha, li este texto, que me deixou mesmo satisfeito, por ir de encontro ao que ja escrevi várias vezes e que dá que pensar, por isso, leiam e meditem e olhem a vossa volta, e nao se esqueçam que o bom antiodoto é mesmo estar de bem com Deus, e saber pedir protecção!
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Pelos Espíritos endurecidos
75. PREFÁCIO. Os maus Espíritos são aqueles que ainda não foram tocados de arrependimento; que se deleitam no mal e nenhum pesar por isso sentem; que são insensíveis às reprimendas, repelem a prece e muitas vezes blasfemam do nome de Deus. São essas almas endurecidas que, após a morte, se vingam nos homens dos sofrimentos que suportam, e perseguem com o seu ódio aqueles a quem odiaram durante a vida, quer obsidiando-os quer exercendo sobre eles qualquer influência funesta. (Cap. X, n° 6; Cap. XII, n° 5 e n° 6.)
Duas categorias há bem distintas de Espíritos perversos: a dos que são francamente maus e a dos hipócritas. Infinitamente mais fácil é reconduzir ao bem os primeiros do que os segundos. Aqueles, as mais das vezes, são naturezas brutas e grosseiras, como se nota entre os homens; praticam o mal mais por instinto do que por cálculo e não procuram passar por melhores do que são. Há neles, entretanto, um gérmen latente que é preciso fazer desabrochar, o que se consegue quase sempre por meio da perseverança, da firmeza aliada à benevolência, dos conselhos, do raciocínio e da prece. Através da mediunidade, a dificuldade que eles encontram para escrever o nome de Deus é sinal de um temor instintivo, de uma voz íntima da consciência que lhes diz serem indignos de fazê-lo. Nesse ponto estão a pique de converter-se e tudo se pode esperar deles: basta se lhes encontre o ponto vulnerável do coração.
Os Espíritos hipócritas quase sempre são muito inteligentes, mas nenhuma fibra sensível possuem no coração; nada os toca; simulam todos os bons sentimentos para captar a confiança, e felizes se sentem quando encontram tolos que os aceitam como santos Espíritos, pois que possível se lhes torna governá-los à vontade. O nome de Deus, longe de lhes inspirar o menor temor, serve-lhes de máscara para encobrirem suas torpezas. No mundo invisível, como no mundo visível, os hipócritas são os seres mais perigosos, porque atuam na sombra, sem que ninguém disso desconfie; têm apenas as aparências da fé, mas fé sincera, jamais.

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Pensem e meditem, um beijo a quem é de beijos e abraço a quem é de abraço

Miro

15 março, 2006

Escolhas

Na nossa vida todos os dias temos de fazer escolhas, e ás vezes, influenciados pelo nosso ego, decidimos ir pelo caminho que nos parece mais fácil e racional, e nao procuramos pensar bem no que estamos a fazer. Quantas vezes, esforços feitos durante anos, se deitam fora por termos feito escolhas desapropriadas, ou erradas, sem que as vezes nos dessemos conta, quando elas se nos depararam. As escolhas, como disse, temos de as fazer dia a dia, e, como sabemos que todos os dias devemos decidir, quer seja na nossa vida privada, quer seja na nossa vida profissional, deveríamos fazer também outras coisas que não fazemos, como por exemplo o balanço diário do que andamos a fazer, e se estamos a fazer bem. Se pensarmos um pouco, e pararmos meia hora por dia ou ate menos, para meditarmos um pouco no que andamos a fazer, e nas decisões que tomamos, se calhar, teríamos uma visão mais concreta do que andamos a fazer, e se o nosso ego não nos anda a pregar partidas, que sem dar-mos conta, embarcamos nas decisões que menos bem nos fazem.
É fácil usar-mos de comparações com os que nos rodeiam, é fácil avaliar-mos os outros (as vezes muito mal) porque achamos (o nosso ego e traiçoeiro) que somos melhores que A, ou que B, e que se A, esta de tal maneira, então eu poderia estar também ou ainda melhor porque sou melhor que ele, quando de facto, na maioria das vezes, é um erro crasso que cometemos, exactamente porque a humildade que assiste aos que são de facto bons, nos tolhe os sentidos, e só porque são simples e humildes, ja achamos que somos parecidos, ou até melhores que eles, quando as vezes sem dar-mos conta estamos a anos luz de distância, e teremos ainda um longo caminho a percorrer para lá chegar.
Essa avaliação errada, cega-nos, e na maioria das vezes leva-nos a fazer as opções erradas, e escolher os caminhos do ego, que por sua vez, nos enebria, e que nos leva a pensar, que afinal somos maiores do que o que nos fazem querer, mas ao mesmo tempo, subimos a um pedestal que é cheio de armadilhas, e é feito de canas podres, que quando damos por ela, caímos, e levantarmo-nos será sempre e cada vez mais dificil, pois cada dia que passa, perdemos resistencia para nos reerguermos.
É tão fácil alguém espevitar os nosso defeitos, ou seja, é tão fácil espevitarem-nos o ego, e manipularem-nos, fazendo-nos querer em coisas que nos são atiradas como objectivos para nós alcalçarmos com facilidade, quando na maioria das vezes, esses bajuladores, apenas querem alcançar os objectivos eles, pois a frustração de nao conseguirem pelos seu propeios meios atingir esses objectivos, procuram naqueles que sao mais capazes, a ponte de transporte para os lugares que eles proprios almejam, e mal estejam com o enquadramento certo, deixam ao abandono, aqueles que bajularam, pois ate se julgam melhores que os mestres que os ensinaram.
É o perigo de não sabermos parar e meditar, e olhar para o que nos rodeia, e ver as teias que nos tecem, e quando damos por ela, afinal ja a teia abranje quase tudo, e nao resta muito para conseguir desimpedir o movimento. Chamei-lhe teia, pois é assim manhosamente que as aranhas apanham as suas vitimas, mas poderia chamar-lhe songuisse, hipocrisia, filha da putice, egoísmo, mafiosos, etc e tal, mas, os nomes não são importantes, meditar todos os dias para nao cairmos em armadilhas, isso é!
Talvez porque ja me teceram muitas teias na minha vida, eu agora veja a verdade nas caras daqueles que hipocritamente e no silencio, manipularam a seu bel prazer, e nao goste de ver outras pessoas a passar pelo mesmo, pois em alguns casos a vida delas pode depender disso.

Beijos a quem é de beijos

Sou quem sabes Maria Alice

Miro

Nao sou poeta

Que a alma do Poeta cristalize
quando brota canções lacrimejantes
chora e sofre, mas talvez se realize
nas letras que ja escreveu antes

será que só a dôr o faz mover
ou o prazer e alegria também
um poeta ja veio escrever
que sem dôr nao e poeta ninguém

eu de poeta nao tenho nada
apenas escrevo o que sinto
sem querer fazer pelagiada
escrevo, choro, e não minto

acredito que o amor
é a maior das emoções
que faz de todos nós, com dôr
poetas doutras canções.

e quem nao sofreu ja de amor
nao sabe amar de certeza
o amor tem tanta beleza
que tudo brilha em seu redor

Escrevam vossas missivas
deitem cartas de alegria
cantem poemas que um dia
fara as vossas cantigas.

Miro

Almejada

Vou-me deitar e nao estas presente
o teu cheiro na roupa marcado deixa-me ebrio
a cama assim sem ti, nao fica quente
porque falta as palavras e o teu sorriso sério

a suavidade de seda que é a tua pele
que ao toque me provoca emoção
e deixa sempre uma bela canção
que pelo ar, se espalha e se revele

dos gestos infinitos de prazer
dos murmurios de silencio estasiante
da sofrega ansiedade a ferver
se mexe o corpo em forma ardente

e o desejo de ti nao tem fim
cada final é um principio, e de novo
voltando sempre para mim
nao se perde o tempo é fogo!

que se calem os que nao sabem amar
e nao digam palavras sem sentido
que o amor será sempre p'ra cantar
mesmo que alguém o ache proibido!

Miro

Saudade

Guardo em meu peito
as horas que passaram a correr
nos dias em que fiquei desfeito
por te querer, e nao te ter

Ponho o olhar no infinito
com esperança de te ver chegar
com a leveza que te é peculiar
quando encostas no meu peito

tenho o sabor do teu mel
na minha pele cravado
e só preso por um cordel
aquilo que tenho sonhado

nao preciso de nenhum papel
para te ter a meu lado
assim como o teu anel
para mim é de noivado

e com alegria te digo
e com amor te registo
que venhas viver comigo
sem ti, já nao existo

Miro

10 março, 2006

Ninguém é propriedade de ninguém

Nas relações humanas, e nas várias culturas sobre o relacionamento amoroso, ha uma tendencia para a posse dos homens sobre as mulheres, e agora que os papeis estão a mudar, também ha mulheres a pensar que teem os seus companheiros com esse sentimento de posse.
O amor deve apenas e somente ser mesmo isso, amor, e amor nao é ciume, amor nao e poder, amor é querer tão bem ao outro, que mesmo que nao esteja connosco mas esteja feliz, devemos ficar felizes. A maioria das pessoas fala do amor, que é paixão, que é emoção forte, de adrenalina, mas a grande maioria das vezes essa atracção fulminante, tem tendencia a ser efemera, tem tendencia a apagar-se á medida que se apaga a chama que foi forte, mas de pouca duração, enquanto o amor, é chama lenta, que arde toda uma vida, e se mantem para além da que nós conhecemos, e perpetua-se para além dela.
Há quem diga que se pode ter amor de várias maneiras, e de varios sentidos, por exemplo o amor de pais, o amor aos filhos, mas, para mim, quem faz essa destrinça de amor, ainda nao sabe o que é verdadeiramente o amor, porque o verdadeiro amor, é dado a todas as pessoas indistintamente se sao nossos pais, se sao nossos filhos, se sao nossos amigos, se sao nossos amantes, ou se são simplesmente nossos irmãos. Amor é querer bem, é ser feliz com a felicidade alheia, e estar sorridente quando vemos a felicidade nos outros, e estar triste quando vemos alguem a sofrer, é impedir que seja feito mal até a um animal, por amor a este, é ter sensibilidade para perceber que tudo está em armonia e em equilibrio, e, embora ainda estejemos num planeta muito dificil de viver e de conseguir sobrepor a paz á violência, em sermos capazes de matar a fome aos que a teem, em vez de pensarmos em mais armas para matarmos, em vez de plantarmos arvores, em vez de queimarmos florestas inteiras, o amor pode ver-se em todas as formas, mas é uno, é simples e nao conhece paixões, o amor é tudo o que precisamos para mudar o planeta, e podermos viver paradisiacamente, um dia que se sobreponha o amor, ao mal que ainda grassa pelo nosso meio.
Quando digo que ninguém é dono de ninguém, e ninguém deve ser obrigado a fazer o caminho de ninguém, digo também, que é nosso dever tentar que os que nos rodeiam, possam melhorar-se, para que um dia, nao tenham de sofrer tanto para evoluir, e se bem que não é fácil ajudar a mudar as pessoas, teem sempre de ser elas a querer mudar, pois por obrigação nunca se consegue, mas apenas e somente pela mostra do caminho, ou seja, se eu fizer e tu vires como faço, talvez consigas fazer também, o que faz cair por terra, as maximas terrenas de, olha para o que eu digo e nao olhes para o que eu faço, que é o que de mais errado existe.
Se eu quero mostrar alguma coisa a alguém, se apenas o disser por palavras mas os meus actos nao estão em consonancia com o que digo, então melhor fora nao o fazer, pois em vez de conseguir ajudar os outros, criei-lhes descrédito, e nesse caso, fui um mau guia, mas se ao contrário, eu me esforço por mudar, por me melhorar enquanto pessoa, e admito os meus erros, e admito que ainda nao consegui mudar o suficiente mas que me esforço, nesse caso, talvez tenha alguma moralidade para dizer algumas palavras sobre o assunto.
Tenho dito várias vezes que o que é mais fácil é apontar-mos os dedos aos outros sobre os seus erros, e o mais dificil é mudar-mos nós e aperfeiçoar-mo-nos mais a cada dia que passa, no entanto, se nao houver um ponto de partida, nunca haverá um ponto de chegada, por isso, devemos partir de algum ponto, e se ainda que só tenhamos ganho vontade de mudar, ja é um enorme passo, porque com alguma persistência, com alguma fée boa vontade, conseguimos de facto melhorar muito a nossa maneira de ser, e afastarmo-nos da animalidade, pela qual ainda somos regidos, e que nos impele cada vez mais a segui-la.
Ninguém é propriedade de ninguem, ninguém é dono de ninguém, e nas relacções entre as pessoas, devem sempre partir-se do pressuposto da igualdade, e portanto, se somos iguais, se nao ha diferenças no interior (espírito), porque teimamos em afirmar as diferenças do exterior? Porque o nosso lado animal, nao nos deixa ver para além disso, e a nossa sexualidade, também nos empurre nesse sentido, embora nos caiba saber gerir o que é certo do que é errado, o que esta bem do que esta mal, e sabermos refrear as nossas actitudes menos boas, menos correctas.
Só assim, estaremos a caminhar para a espiritualidade, e a deixar para tras, esta coisa ainda grosseira que é a animalidade, quem quiser vir, que venha, porque nao carrego ninguem as costas, nem posso fazer o percurso de ninguem, quem nao quiser vir, se na proxima vida estivermos em estações diferentes, a culpa nao é do comboio, mas será de quem nao o quiser apanhar.

Beijos a quem é de beijos

PS: Amar é as vezes afastarmo-nos da pessoa que se ama, se ela nao estiver feliz ao nosso lado, como ja uma vez o fiz!

09 março, 2006

Os limites

Será que sabemos onde fica a fronteira entre a má educação e a má disposição que temos? Será que sabemos quando estamos mal dispostos com alguma coisa que aconteceu, o que poderemos magoar os outros se nao tivermos boas maneiras e boa educação? O nosso caracter deve ser defenido sempre quando estamos em situações adversas e nunca quando estamos com a nossa vida favorável, porque é sempre fácil, ou quase sempre, dizermos que somos assim ou assado, quando nao temos dores de barriga, quando nada nos falta, quando nada nos inquieta, mas, quando temos pressões, quando temos situações desesperantes a nossa volta, daquelas que nos fazem sair do sério, e mesmo assim somos capazes de ser delicados com os outros, quando passamos por situações de desespero, e mesmo assim conseguimos estar bem com aqueles que nos rodeiam, quando nos falta tudo, e esta a nossa frente a fartura mas que nao é nossa, e conseguirmos nao lhe tocar, quando nao temos dinheiro para comprar nada, mas nao invejamos ou nos revoltamos contra os que teem, quando vemos que de facto somos capazes de controlar a nossa dor, para nao magoar-mos aqueles que amamos, ou, se pelo contrário, por da cá aquela palha, entramos em revolta, e somos capazes de nao respeitar ninguém, dizer coisas aos repelões, magoar os que nos amam, e, com que direito é que o fazemos, e sob que desculpa o fazemos. Eu sei que as pessoas não são todas iguais, e que ainda temos todos muito caminho para percorrer, mas de facto na minha aprendizagem, verifico que a maioria das pessoas é tão volátil as reacções, tão pouco amorosa, tão pouco sensiveis, quando com elas se viram os problemas e as dificuldades, ou, quando delas se exige um pouco mais do que para elas seria o normal, e nao quero por padroes de normalidade, porque a normalidade é sempre relactiva a cada um de nós, e as nossas vivencias.
Por mim não acho normal, eu ser amigo de alguém, e se ele me diz que esta com um problema, eu nao sair imediatamente de casa e tentar ajudar a ultrapassar e dar um pouco de animo ao seu desalento, no entanto, compreendo que haja pessoas a quem isso é vulgar, e que quando estão com problemas gostam que lhes deem a mao, mas quando veem os outros a precisar, ja a preocupação nao é tanta. Pelo mesmo caminho, vejo as pessoas a serem todas muito carinhosas, e meigas, e a falar de amor, com os outros, os seus pares, os seus amigos, a mas, quando as coisas nao correm como deviam, segundo os seus padroes, a terem comportamentos infantis, de pouca educação, podendo até projectar com objectos como sinal de revolta, mas que isso nao significa mais que má educação, ou a muita falta dela.
Talvez porque fui educado com muito rigor e disciplina, eu esteja a dar valor em demasia a esses predicados, mas, quando olho para o lado, vejo muita coisa que nao concordo, muitas coisas que nao aceito, e só em casos extremos, em casos em que ja é subjugação, é que me revolto, e sempre para defender alguém que nao tem capacidade ou coragem de o fazer, e nunca para humilhar, rebaixar, ou insultar ninguém, mas apenas com o objectivo de por as coisas em seu devido lugar. Como sou apologista de que devemos olhar para os outros da mesma maneira que gostariamos que olhassem para nós, de fazer aos outros o que gostaria que me fizessem, so gostava que as pessoas que maltratam, ferem, magoam as outras, por actos ou por palavras, ja que os pensamentos ainda deste lado ninguem os le, pelo menos esses, vissem que se lhes fosse feito a eles, nao gostariam, ou então, se alguma vez lho fizeram, e nao gostaram que lho tivessem feito, então, tentem nao faze-lo, e contrariem as vontades de o fazer, pois, só contrariando, e fazendo aos outros o que gostaríamos que nos fizessem a nós, e que um dia perceberemos a paz e o amor. Pelo que me toca, ando a exercitar cada vez mais a minha compreensão pelos outros, o meu perdão aos erros dos outros, como espero que me perdoem os meus, e cada vez, ter mais paciencia, com aqueles que ainda nao conseguem dominar os instintos animais, e que estão longe da espiritualidade, e que teimam em demorar a la chegar.

beijos a quem é de beijos!

Miro

03 março, 2006

Oportunidades de elevação

Na maioria dos casos, quando estamos em sofrimento, é nos dada a oportunidade de aprendermos com esse sofrimento, e melhorarmos a nossa conduta moral, no entanto, a maioria das pessoas que passam por essas etapas da vida, não compreendem, ou não querem compreender, as lições divinas que nos são dadas. Enquanto se encontram na dor, choram, vão ao fundo, ficam desprotegidas, amarguradas, etc e tal, e, apanhando-se sem esse sofrimento, esquecem depressa tudo, e nem querem ver as pessoas que ajudaram a sair dele, e muitas vezes, negam essas pessoas, e noutras ainda, fazem pior que é denegrir o bem que lhe fizeram.
As oportunidades de nos corrigirmos sao tantas, como o perdão que Jesus disse para darmos aos nossos inimigos, nao sete mas setenta vezes sete, mas, isso não implica, que por cada oportunidade que nos deem, a proxima, será sempre mais dura que a anterior, para que tenhamos olhos de ver e ouvidos de ouvir, e nos possamos corrigir desses defeitos que todos os que habitam este planeta ainda temos. Como dizia uma amiga minha, uma pessoa que se esteja a afogar, na altura do desespero se lhe disserem para beijar os pés do que o pode salvar, a pessoa beija, mas quando se encontra em terra firme, nem olha para tras, para ver quem o salvou.
Se um dia eu disse a alguém que tivesse calma que tudo iria correr bem, na altura em que o desespero era grande, nao é porque eu proprio tenha alguma coisa a ver com isso, mas porque sinto que a amizade que dou as pessoas, embora eu saiba que nao é reciproca, dou-a porque me faz sentir bem, e como dizia ao meu amigo e cunhado Nuno, quando me disse que se calhar até alguns dos que eu penso que sao meus amigos verdadeiros, não o são, eu repondi que, sao meus amigos, porque lhes dou a minha amizade, e não porque espero a deles, e que embora enganado, prefiro acreditar que as pessoas teem a capacidade de se corrigir, e de se melhorar, e então perceberem o que de facto é a amizade, e o que ela significa, e portanto, queira que essas pessoas no seu desespero, sintam um porto de abrigo, sintam paz e calma, sintam tranquilidade, e, sejam capazes de perceber que ao menos devem fazer aos outros o que lhe fizeram a eles, e, aproveitarem a oportunidade que lhes deram de serem melhores pessoas, e de corrigirem os seus muitos defeitos, ainda que, sejam um a um, mas, quando assim não é, la teremos de passar novamente pelos problemas, se calhar com mais intensidade, porque desperdiçamos as oportunidades, e as vezes, ainda arranjamos mais dívidas, porque se calhar, áqueles que nos deram a mão, ainda fomos ingratos, e, se calhar até denegrimos a sua imagem, e nesse caso, da proxima vez, será que vamos ter essas pessoas que abdicaram delas para nos ajudar ao nosso lado?
Enfim, eu cá por mim, ando a ver se mantenho os meus olhos bem abertos, e não desperdiço oportunidades, porque as dores são muitas, e por vontade minha, nao quero ser repetente, e quero andar para a frente o mais depressa possível, pois, nao gostaría de voltar a sofrer tudo o que tenho sofrido, e se tiver de sofrer, que seja para corrigir outras faltas que ainda nao descobri, e não aquelas que de facto ja me foram mostradas.
Nós temos a tendencia de pensar (quando estamos bem e tudo corre bem) que somos os maiores, e que nada mais nos pode acontecer, mas, eu já fui enorme, e vi os castelos que contruí a cair, e aprendi a lição que de facto, nós somos aquilo que nos deixam ser, embora com o nosso contributo para isso, mas nao seremos mais nem menos do que aquilo que merecemos ser, e as vezes, na nossa ilusão pensamos que por estarmos no pedestal, ja somos intocáveis, e embora, como diz o povo, Deus escreva direito por linhas tortas, as vezes seja necessário aproveitar a maldade e o egoísmo para fazer grandes coisas, as dívidas la ficam, e eu pela parte que me toca, fico com pena dos devedores, e so me resta pedir por eles, para que nao sofram demasiado.
Resumindo, cabe a cada um de nós aproveitar as oportunidades de nos elevar-mos moralmente, e de dar-mos passos em frente na nossa caminhada universal, e como alguém disse, hoje somos o que ja fomos, e seremos o que somos, que quer dizer, que hoje sofremos o que de mal fizemos no passado, e noutras reencarnações, e seremos no futuro e nas proximas reencarnações, o bem ou o mal que fizermos hoje para com os nossos proximos.

Já agora .... vale a pena pensar nisto

Miro....
Sempre a tentar aprender e..... a dar a minha amizade, se sabem aproveitar, melhor, se nao souberem, eu estou de consciência traquila!

24 fevereiro, 2006

Vitimização

Hoje acordei, e depois de ler a noticia em que mataram um travesti sem abrigo, fiquei com vontade de partir o mundo um dois, e por de um lado aqueles que fazem mal, sejam os disfarçados ou os que nao disfarçam, e limpar metade do planeta, e deixar ficar aqui apenas os que são capazes de dividir as dores e ser de facto amigos uns dos outros.
É muito fácil aqui, nesta dimensão, as pessoas ocultarem as suas verdadeiras identidades, porque nao se lhes revelam os pensamentos, nem o seu coração, e por isso, na maioria das vezes, vemos pessoas de má indole, ocultarem sob capas protectoras de vitimas, sejam elas sociais ou outras, como a do coitadinho que nao faço mal a ninguem e toda a gente me bate, quando de facto essas pessoas sao veneno do mais requintado, que agem com subtileza e simpatia, que são aguças no engenho das frustrações passadas. É certo que é dificíl apanhar tais pessoas, pois como disse, a capa que os protege (o corpo) esconde o que de mais verdadeiro teem, mas, e volto a dizer mas, um dia, sem ninguém o esperar, revelam-se, e parte-se o verniz que oculta a verdade, parte-se a mascara usada com rigor, e cai por terra, toda a vigarice, toda a intrujice, toda a maldade que se fez, e é claro, fica a descoberto a vitimização que fizeram querer aos nossos olhos. Sempre me perguntei o que é mais perigoso, se um ladrão armado até aos dentes que se mostra, se um hipócrita maldoso, que de mansinho vai corroendo tudo a tua volta, para melhor tirar partido do que pretende, mas, como disse, um dia as mascaras caiem, e depois, soponho que nada se apanha que de para segurar o que antes havia.
É a vantagem que os nosso amigos do lado de lá teem em relacção a nós, pois eles nao veem os lábios a mentirem, porque veem os nossos corações e os nosso pensamentos, e aí, não é possível esconder sob capas, aquilo que verdadeiramente somos, e aí, vai-se descobrir quem afinal nós fomos, e o que fizemos, e os ajustes de contas, sao sempre onde menos se espera, e do lado de lá, como nao se consegue esconder nada, pagar-se-á pelo mal que fizemos, pelo bem que deixamos de fazer (é fácil perceber que, imaginemos uma pessoa que precisa de um pouco de pao ou uma sopa para comer, e nao fomos capazes de perguntar se precisava disso, um dia, tocarnos-a o termos de compreender o que essa pessoa passou, e o que poderíamos ter feito por ela e nao fizemos, e portanto, quando estivermos na mesma situação, nao teremos que nos de a sopa ou o pão, porque assim semeamos), pois, o bem que deixamos de fazer, também é uma prova para nós, e por isso, digo eu, ainda teremos muits vezes de cá voltar, para nos corrigirmos de tanta asneira que fazemos, de tanta maldade, e de tão pocuo bem que fazemos aos que nos rodeiam.
Sei que não é fácil hoje percebermos que nao poderemos ocultar o que somos, mas, para os que ja desenvolveram os seus "feelings", as suas percepções, a sua sensiblidade, ja dá para ver um pouco para dentro das pessoas, e, ver mais o que elas são, em vez de o que elas pensam que nos acreditamos na imagem que nos tentam vender, e, se muitas vezes, deixamos correr as coisas, é porque se calhar ainda acreditamos que se calhar, com os apoios certos, com a ajuda certa, elas serão capazes de evoluir, de andar em frente, de serem honestas, de se tornarem melhores, mais dignas, mais justas, menos maldosas, mais altruístas, menos mentirosas, menos interesseiras, e, que um dia, as veremos como pessoas iguais, com os mesmos níveis de vibração, com muito menos frustrações, com muito menos energia negativa, e portanto, como pares dos que se esforçam por ser melhores, e aí podermos saber que dos seus pensamentos, saiem coisas bonitas, pensamentos solidários, atitudes altruístas, capazes de deixar descansados pela retaguarda qualquer um.
Até lá, vamos lidando com algumas pessoas que se julgam mais que os outros, e que assim agem mas dao a entender o contrário, algumas pessoas que nos invejam, no entanto dizem que ficam felizes por nós, algumas pessoas que se rieem para nós, mas, se pudessem nos espetavam uma faca nas costas, algumas pessoas que, lamentávelmente se fazem vitimas, para melhor poder controlar o que os rodeia a seu bel prazer, e, como é óbvio, tentarem mostrar á sociedade que os envolve que são "gente de bem". Para terminar, deixo aqui umas quadra do Aleixo, que me parecem propositadas:


Sei que pareço um ladrão,
mas há muitos que eu conheço
que não parecendo o que são
são aquilo que eu pareço!!

P'ra mentira ser segura
e atingir profundidade
tem de trazer á mistura
qualquer coisa de verdade

Mentiu com habilidade,
fez quantas mentiras quis,
Agora fala verdade,
ninguém crê no que ele diz

Embora os meus olhos sejam,
os mais pequenos do Mundo
O que importa é que eles vejam
O que os homens são no fundo


Miro

22 fevereiro, 2006

Um amigo

Acho que te entendo
mesmo nao te vendo
acho que te conheço
e amizade é o que peço

Dou a minha amizade
com todo o meu ser
e com sinceridade
sinto maior o prazer
que ate por vaidade
um amigo digo ter

ja provamos muita dor
ja privamos muito mais
mas eu sei que de cor
es como são os meus pais

amigo! que partilhas-te a miséria
que quando a coisa estava séria
conseguiste do pouco repartir
do muito que deveria existir

ambos sabemos o preço
de nao ter as vezes pao
mas quando se tem um irmão
as migalhas se tornam refeição

espero que dentro em breve
as nossas dores se tranformem
em felicidade, paz e que ao de leve
as vidas que temos se renovem

PS: Este sim é para ti, que nao te vejo como gaija murcão. O outro é pa gaija que merece!

19 fevereiro, 2006

Livro de reclamações

Por erro de link, nao estava activo, mas passou a estar hoje.

18 fevereiro, 2006

Hino de caxias e a dignidade

Hoje, ja nao sei bem porque, e se sei quero esquecer, lembrei-me do hino de caxias, pelo menos uma parte dele, e que é de facto um poema com uma força incrivel. Reparem bem na postura que ele detem, e de quanto valorosos era os homens e mulheres que antes do 25 de Abril, lutaram pela liberdade, colocando em risco as suas vidas, os seus bens, e nunca desistiram de lutar apesar das privações, da tortura, e das perseguições de que eram alvo. Gostava de fazer homenagem as 3 pessoas que sao da minha terra, e que pouca ou nenhuma gente fala nelas, mas que gostaria de ver os seus nomes num memorial a luta anti fascista que se travou neste país, e que, bem me parece que ja nao passara sem um movimento igual dentro de pouco tempo, pelo menos a ver pelo que se passa neste momento. Cmo disse, talvez estes nomes nao vos digam nada, mas a mim, dizem-me muito, ate porque foram eles que me mostraram o caminho que eu deveria empreender a seguir.

Arquitecto Lobão Vital e sua companheira Virgínia Moura, e o que mais meu mentor foi atraves dos seus filhos O matemático Teixeira de Sousa.

Todos eles, á sua maneira, foram lutadores persistentes, que viram as suas vidas rebuscadas e maltratadas, perderam os seus empregos, perderam a sua saude, perderam a sua familia, perderam os seus "amigos", mas, nao perderam o que para eles, e elas, pessoas altruistas, era mais importante, que era a dignidade, era o dever moral de fazer pelos que nao tinham coragem, o dever que so seres mais iluminados, e moralmente mais elevados é capaz de fazer que é; mesmo colocando a sua vida em risco, mesmo perdendo bens materiais, mesmo perdendo as suas posições sociais, e ficando a viver quase na miséria, nao abdicaram da sua dignidade, e da sua postura humanista.

E esses sim, poderiam cantar com agrado:

Podem calar, meu corpo a chicotada
Podem calar, meu grito enrouquecido
Para viver de alma ajoelhada
vale bem mais morrer de rosto erguido

Va camarada, mais um passo
Ja uma estrela se levanta
por cada fio de vontade sao dois braços
por cada braço uma alavanca!

O hino nao acaba aqui, mas é de facto esta a parte que mais mexe comigo, e que eu guardo no meu coração, e na minha mente, porque de facto viver sem dignidade nao é viver, é vegetar!

Sei que muita gente hoje, podera dizer que eu sou parvo, porque me meto onde ninguem se quer meter, porque digo as coisas que ninguem quer assumir e dizer, mas acho, que herdei com muita alegria, desses meus antepassados muito proximos, esses valores altruistas que para mim são mais do que o que possamos imaginar, e só por isso, digo e volto a dizer.....
Não me calarei nunca, diante de uma injustiça!

14 fevereiro, 2006

S. Valentin day

Neste dia eu só quero
poder fazer com que entendas
que todos os dias te espero
e cada vez mais me surpreendas

por serem datas referidas
nao tem nada de especial
porque são tão reduzidas
que nao me parece normal

dos namorados dizias
é hoje amanha e depois
é sempre todos os dias
quando estamos bem os dois

se fosse a comemorar
todos os dias que te amo
so poderia mesmo rebentar
pois sao todos dias de um ano

então para que comemorar
um só dia ao amor
se teremos tanto p'ra amar
e nao devemos ter pudor
de se poder afirmar

lamento que se comemore
um só dia aos namorados
isso so faz com que chore
pois so amam aos bocados

se as datas servem p'ra melhorar
as relacções nas pessoas
então, devemos marcar
mais dias, e só coisas boas

porque um só dia de amor
num ano que tantos tem
nao quero eu nao senhor
sozinho estaría melhor
sem namorada, sem ninguém
porque então era um sofredor!

beijos a quem é de beijos!
Miro

13 fevereiro, 2006

Renegação, resignação e indiferença

ja tenho falado varias vezes que estou a ser julgado por ter denunciado a GNR de determinada localidade de portugal, e, naturalmente, porque disse que aquilo era um clima de terror que se la vivia, estou com dificuldade em ter quem vá testemunhar os factos que eu assiti, porque as pessoas teem medo de represálias. Posto isto, e porque precisava de estar bem comigo e com a minha consciência, fui a procura de dois textos muito bonitos sobre a RENEGAÇÃO, a RESIGNAÇÂO e a INDIFERENÇA, no evangelho de Jesus, e, se leram o evangelho, a determinada altura Jesus vira-se para um dos apóstolos e lhe diz:

"33 Mas Pedro, respondendo, disse-lhe: Ainda que todos se escandalizem de ti, eu nunca me escandalizarei.
34 Disse-lhe Jesus: Em verdade te digo que esta noite, antes que o galo cante três vezes me negarás.
35 Respondeu-lhe Pedro: Ainda que me seja necessário morrer contigo, de modo algum te negarei. E o mesmo disseram todos os discípulos"


68 e outros o esbofetearam, dizendo: Profetiza-nos, ó Cristo, quem foi que te bateu?
69 Ora, Pedro estava sentado fora, no pátio; e aproximou-se dele uma criada, que disse: Tu também estavas com Jesus, o galileu.
70 Mas ele negou diante de todos, dizendo: Não sei o que dizes.
71 E saindo ele para o vestíbulo, outra criada o viu, e disse aos que ali estavam: Este também estava com Jesus, o nazareno.
72 E ele negou outra vez, e com juramento: Não conheço tal homem.
73 E daí a pouco, aproximando-se os que ali estavam, disseram a Pedro: Certamente tu também és um deles pois a tua fala te denuncia.
74 Então começou ele a praguejar e a jurar, dizendo: Não conheço esse homem. E imediatamente o galo cantou.
75 E Pedro lembrou-se do que dissera Jesus: Antes que o galo cante, três vezes me negarás. E, saindo dali, chorou amargamente.


Ora, aqui esta como alguém disse que ate morreria por Jesus, mas quando depois ele estava para ser crucificado, foi abandonado pelos seus apostolos, porque, nao tiveram a coragem de morrer pela verdade, e nao tiveram a dignidade de dizer o que deviam com medo da cruz, parece que dois mil anos depois, ainda ha quem tenha medo de perseguições, e quem nao faça frente as ultrajantes situações, porque teem medo de enfrentar o poder. Será que se teria feito um 25 de Abril em portugal? Será que se nao houvessem homens e mulheres de coragem, nao estaríamos ainda hoje no obscurantismo, e debaixo de uma ditadura cruel?..
Bem, mais adiante, na minha procura, resolvi tentar perceber porque é que eu nao consigo ficar calado quando vejo a injustiça, e como digo no meu tópico, quando vejo gente hipócrita, ou situações de hipocrisia, e, cheguei ate este texto com base na mesma origem, mas traduzido a letra, para que se compreenda melhor:
"Bem-aventurados os que têm fome e sede de Justiça, porque serão fartos.”(Mateus, V, 6.)
Bem-aventurados os que se revoltam contra a injustiça, mas são resignados e calmos.
Ai dos indiferentes, dos acomodatícios, dos covardes, dos servis, que em proveito próprio aplaudem a injustiça!
e que podem ver nesse site, o desenvolvimento do que eu quero dizer, e, assim ja entendo, porque é que sem me dar conta, no meu íntimo, me aparece como uma mola, a necessidade de nao abdicar da justiça, e de nao meter a cabeça na areia como a avestruz, mas dizer onde se deve dizer, que isto está mal, e nao abdico desta postura, porque hoje sou eu a ser injustiçado, mas amanhã serão os meus filhos a se-lo, se eu nada fizer para combater isso, e depois nao poderemos dizer que nao sabíamos, que nao é não é nada connosco.
Terá necessáriamente de fazer parte de uma sociedade livre e justa, a capacidade de denunciar actos vis, e cabe-nos a nós simples cidadãos deste planeta, obrigar os nossos representantes políticos a fazer o que devem, para que nao se repitam situações alvitrantes, em vez, de eles também, meterem a cabeça na areia, e lhes passar despercebido o que de muito mau se passa neste país, porque um dia, também eles terão de pagar pelos seus actos, e pelo bem que nao fizeram, ou pelo mal que deixaram fazer, pois a escolha de serem dirigentes politicos foi deles, nao estão lá por obrigação de terceiros, nem coagidos, e portanto, um dia destes, na proxima encarnação provavelmente, andarão a sofrer todas as coisas das quais nao foram, e podiam eliminar, que Deus tenha piedade de todos eles.

beijos a quem é de beijos

11 fevereiro, 2006

A carta

A carta que me envias-te
tinha um selo bem marcado
nao foste tu que enrugas-te
foi ele que foi molhado

era carta de amor sincero
como o poema que inventei
e quando te vir so espero
nao chorar o que chorei

porque no meio da dor
do sofrimento que faz
uma carta de amor
pode trazer muita paz

nao sei se sou digno e mereço
receber tão grande amor
mas quando me passar a dor
vais ver que eu nao esqueço
do que me deu a minha flor
e só é isso que eu te peço

conseguis-te demonstrar
que a tal montanha maior
está mesmo sempre atras
de uma montanha menor

e a fasquia que havia metido
que punha como medida
ja nao faz grande sentido
porque ja me foi vencida

e uma carta singela, e bela
com uma lagrima enrugada
foi para mim como uma vela
a iluminar a noite carregada

que a meu coração nao falte
a capacidade de te amar
porque tudo o que me deste
eu nao sei se te poderei dar.

Beijos

10 fevereiro, 2006

No teu regaço

Soltei a minha dor, e minha angústia
deixei fluir em ti todo o meu ser
e acredita que o que mais me faz sofrer
e nao poder ter-te comigo como queria

abri o meu peito, para que entendas
do que tento proteger-te a meu lado
e por isso muitas vezes fico calado
a ver se acabam estas contendas

dói demais nao poder dar-te o mundo
partilhar a alegria doutra forma
poder partir a descoberta sorrindo
e ver que tudo em mim amor se torna

queria ver a felicidade nos meus amigos
queria sentir que estavam bem
queria que nao olhassem p'ros umbigos
mas que se amassem também

e quando fõr a realidade
de olhar para o lado e ver só luz
então é porque essa claridade
é fé e amor que se traduz

e contigo, de maos dadas contruía
uma nação de gente com amor
onde tudo o que mexesse fluía
e onde nao pudesse haver dôr.

Espero que minha fé nao atraiçoe
os sonhos que contigo eu formei
e que a minha alma toda se doe
a ti, e ao amor que eu te dei

Miro

09 fevereiro, 2006

Dicionário para entender as mulheres

Cada vez mais penso que é preciso ter um dicionário para entender as mulheres, e por cada palavra e acção que ouço ou sinto, fico a pensar como seria fácil aos homens desatentos, desperdiçar tão boas vontade e tantas declarações de amor.
Não me vou alongar muito, e nao vou estar a escrever um dicionário, mas seria bom, que alguem o fizesse, e na falta dele, aqui ficam umas dicas para entendermos melhor a parceira, ou se calhar o parceiro. Então é assim:
Eu-Maria, estou a chegar a casa e vou comer uma laranjita, e depois vou para a cama
Maria- és mesmo parvo, nao acho piada nenhuma a ver-te comer laranjas a noite
Moderador que sou eu a fazer a interpretação:
Gosto tanto de ti, que tenho receio que fiques mal por comer laranjas a noite
Conclusão: Estão a ver o amor que está implicito?

Eu- Maria, vou agora comer uma lasanha, porque me deu a preguiça de cozinhar alguma coisa
Maria- So comes porcarias, depois queixas-te que andas mal
Moderador a fazer interpretação:
Se eu estivesse a tua beira, fazia-te uns grelhadinhos, e umas saladas, mas como nao posso, ve se fazes comes qualquer coisa que te deixe bem, porque quero que estejas comigo muitos anos, com boa saude!
Conclusão: Porque será que elas e eles falam sempre em código? não seria mais fácil dizer, gosto muito de ti, ve se te alimentas em consições porque te quero ver cheio de saude.

agora ao inverso:
Eu- Maria, so comes comida de plastico, isso so te faz mal, depois queixa-te da celulite
Maria: aquilo é tão bom que nao consigo resistir, e escusavas de me torturar, ao lembrar-me que posso ganhar celulite, ja nao me vai saber bem a comida
Moderador: Anda um gaijo preocupado com elas, para depois receber desaforo, mas, implicitamente, querem dar nas vistas a frente dos outros, para mostrarem como nós nos preocupamos com elas, mas que sao elas na mesma quem manda la em casa.
Conclusão: Ou estamos atentos, ou então, somos capazes de destruir um grande amor em quinze dias, porque nao percebemos nada de códigos de linguagem, e, por isso é que digo que faz falta um dicionário, ou então como ja alguem se lembrou, de cada mulher trazer consigo o livro de instruções, e estou certo que os casos de divórcio diminuiriam.

De qualquer maneira... beijos as gaijas que eu amo, e aos gaijos, que nao desesperem, que um dia a C.E.E. obriga a trazerem livro de intruções, e a terem as normativas em dia.

Eu,
Miro

Espero ver uns sorrisos!

08 fevereiro, 2006

Retrato de familia

Hoje foi mais uma parte da noite que partilhei connvosco, e que me soube muito bem. É de facto assim que eu vejo os amigos, quando nao podemos estar com eles da maneira que estavamos, arranjamos maneira de conseguir estar seja de que maneira fôr, sabendo que nao estão esquecidos, e que o amor, esse, esta sempre presente em todos os actos que cometeremos em conjunto.
Fiquei feliz, porque estes nao sao amigos vulgares, sao a minha familía adoptiva, são a família que eu adoptei, e, quero ver sempre o amor no ar, e os sorrisos a resplandescer, como que a dizer, estamos cheios de felicidade. Sabemos que a vida nos prega partidas, que nos manda umas curvas para sabermos maneja-la em devidas condições, mas, e mesmo nessas alturas, em que os companheiros, sejam eles marido e mulher, sejam eles os amigos, se conhecem, porque como dizia o outro nosso amigo Luis, na prosperidade os meus amigos conhecem-me, na dificuldade, eu conheço os meus amigos. E é exactamente nas difiiculdades que partilhamos, que ainda sabemos rir, sabemos até chorar, mas chorar de amor, de sensibilidade por gestos que temos uns com os outros, com uma coisa tão pequenina, mas com o significado do mundo que é o amor.
Que seria deste planeta se nao houvesse algum amor a pairar no ar???
Temos o dever de contrariar a tendencia, e no fundo, ja temos alguns verdinhos a pensar como nós, que tal abrirmos as portas a ver se aparecem mais uns quantos, ate sermos suficientes, para podermos dizer a quem nos governa, que nao queremos ganancia, que nao queremos egoismos, que nao queremos armas, que nao queremos submarinos de guerra, mas queremos e exigimos, amor pelos cidadãos, amor pelo proximo, amor pelos doentes, amor pelos que sofrem.
Beijos a quem e de beijos, e nao deixem de sorrir que só faz bem!

Miro

07 fevereiro, 2006

Sensações

Hoje vi-te com o sorriso que me encanta
tinhas no olhar a expressão da felicidade
e quem te olhava antes, hoje se espanta
por ver que mudas-te em realidade

esse olhar ternurento que cativa
essa meiguice e amor que nos dás
os gestos de carinho que nos faz
faz de ti, uma mulher muito atractiva

a beleza que deixas no ar, e o perfume
dos que queres consolar à tua beira
deixa sempre como é costume
um suave aroma a quem queira

vi-te com muita simplicidade
e sempre com alegria profunda
sempre pronta a fazer a caridade
dando mesmo o que não te abunda

e é isso que me enche o coração
que me irradia, e me enche o olhar
que prende e atrai a atenção
e que me deixa sempre a pensar
se nao estou a ter uma ilusão

quero gravar estes momentos
em imagens que nunca se apaguem
e so espero que nao estraguem
todos os nossos sentimentos

porque o amor que eu te tenho
nao consigo defenir por palavras
so sei que por minha vontade
era sempre aqui que tu estavas

Beijos a quem é de beijos
Miro

06 fevereiro, 2006

Um vazio, muito cheio

Olhamos para a vida e vemos imensidão,
através do pensamento,
construimos castelos de amor, com ilusão
que rolam pelo chão do desalento.

Criamos a nossa volta o imaginário
de uma felicidade que, transitória
nos fustiga e nos seduz bem arbitrário
e nos deixa numa mingua irrisória

transitamos na vida com energia
entregamo-nos com a força da razão
mas o que acontece todo o dia
é ter-mos de lamber bem o chão

apregoamos liberdade a boca farta
como se de liberdade se tratasse
e depois damo-nos conta num impasse
que nao é de liberdade que se trata

metem-nos pelos olhos dentro o que querem
dizem-nos como devemos sobreviver
e não raro, comem-nos o que nos derem
para que nao possamos contradizer

roubam-nos tudo, até a razão
roubam-nos a sede de justiça
roubam-nos ate o nosso pão
roubam-nos também a perguiça

nao somos mais nada acreditai
se nao afirmar-mos a razão
se nao o fizermos, então rezai
porque nao vejo salvação

estou cheio de vida e sem nada
de tudo o que eu fiz caiu no chão
agora que com alma amargurada
queria voltar a ter uma união

queira Deus e a minha fé
que eu consiga reaver
tudo o que perdi, e até
poder voltar a viver

Miro

05 fevereiro, 2006

Também sabe a sal

Foram gotas que perdi
soltadas da alma que chora
cloreto de sodio, eu ja li
com agua por dentro e por fora

Soltei ja tantas na vida
que nem sei onde as deixei
sao pedaços da despedida
dos momentos que passei

hoje, lavei minha cara
com essas gotas salgadas
de tal forma se tratara
as ideias amarguradas

perdi algo importante
perdi, nao sei se encontro
a calma de quem em pranto
ja nao faz nenhum desconto

os sentidos desgastados
os sabores ja estão perdidos
e mesmo que estejam colados
os amores nao sao sentidos

pedi a Deus que me desse
tudo aquilo que merecia
talvez por isso mercesse
ter passado este dia

espero que quem me alumia
na minha força interior
me conceda acalmia
termine com minha dor

pois os anos que la vão
sao tantos que ja nao sei
se vale a pena chorar
pelas lagrimas que derramei!

Miro

02 fevereiro, 2006

Manifestações e o crédito

Antigamente, os operários so compravam bens materiais se tivessem dinheiro para os comprar, e iam juntando uns tostões, e quando estava proximo de ter o dinheiro para comprar la compravam. Quando tinham de fazer manifestações, ou lutar pelos seus direitos, eram tesos, e nao se acobardavam, em nada, porque nao tinham dívidas, e nao tinham tantas responsabilidades monetárias como agora teem. Se reparar-mos, os capitalismo, os senhores politicos que estão sériamente ao lado do grande capitalismo, perceberam desde ha muito tempo, que conforme a qualidade de vida dos trabalhadores fosse melhorando, menos hipoteses de os calar teriam, e de os explorar também. Então põe-se a pergunta, de como se da melhores condições de vida aos operarios e classes mais baixas, porque se nao as tiverem reclamam, mas ao mesmo tempo se consegue mante-los calados?
Bem, se repararem, antigamente, nao havia tanto crédito para tantas coisas, e a sedução feita pelos media e tão grande, que a maioria nem se apercebe da manipulação a que está sujeita, e entra devagarinho a comprar coisas e mais coisas, algumas delas nao lhe fazem falta nenhuma, mas, para mostrar status (vaidade) la compram coisas que as vezes os impedem de levar uma vida mais serena e mais pacifica.
Ora, quando toca a serem manipulados ou injustiçados, começam a ficar vermelhos, azuis de raiva, amarelos de desespero, enfim, ficam com tamanha vontade de se revoltar, que .... e aqui é que a porca torce o rabo... começam a olhar para as mensalidades da renda da casa, as mensalidades do carro, as mensalidades do plasma, as mensalidades de tudo e mais umas botas, e dizem, se eu por qualquer motivo tenho de ficar sem algum dinheiro, isto é a bancarrota, e o meu desespero, e portanto, o melhor é estar caladinho, virar hipócrita, fazer de conta que nada acontece, e o que acontece é só aos outros, porque eu nao me vou meter em nada, que me possa prejudicar, mesmo que a injustiça seja das maiores, porque senao ponho a minha vida material em risco. Assim, uns atras dos outros, acobardam-se atras de razões escafrunchosas, porque teem medo de perder o pouco que teem, e, nao teem medo de perder, o que ja conquistaram a bastante tempo que é a liberdade.
Se a liberdade tem um preço, e teve um preço, pois só a conseguimos em 25 de abril de 74, e até lá muitos foram os que foram mortos, muitos foram os que foram maltratados, muitos foram os que foram barbaramente torturados, para que hoje pudessemos dizer, SOMOS LIVRES, mas, se estiverem com atenção, a vossa liberdade foi-vos retirada, e comprada, por uma coisa que se chama crédito, será que vale a pena? será que vale a pena viver ajoelhado só porque nao queremos perder algumas merdas materiais que na maioria dos casos nao nos fazem falta nenhuma?
Enfim, deixo aos vossos critérios, sabendo de antemão que os materialistas me dirão que, vale. porque nao conseguem ver mais longe do que o proprio umbigo

Beijos a quem é de beijos

Sou quem sabes maria alice!

31 janeiro, 2006

Astérix e Obelix

Quem nao conhece estes famosos personagens da banda desenhada? O Obélix, que deu o nome a Acbelix, caiu na poção mágica, e a partir daí anda a porrada com tudo e com todos, e que ninguem se meta com ele. Se fosse assim fácil mudar o mundo a pancada, ja o George BUSH tinha resolvido isso pela certa, e ternos-ia posto a beber coca cola e a comer hamburgueres, e isto seria um planeta de uma só nação, ou seja, a nação da coca cola, e dos hamburgueres.
Mas onde ficaria a evolução dos seres? como seria possivel evoluir, se nao tivessemos estas argruras para ultrapassar? como seria possivel conheceres o mal se ele nao existisse, porque estava reprimido e escondido, e nao porque estava marginalizado?
Bem, poderão dizer alguns, mas para que precisamos nós do mal? Se calhar para dar valor ao bem que temos? Porque somos seres de dualidades e sem uma nao sabemos o que é a outra?
Então se calhar o melhor e tentar-mos corrigir o que esta mal em nós, ajudar a corrigir os outros, e, se puder-mos, nao nos rebaixar-mos perante situações em que, a injustiça se esta a praticar perante os nossos olhos.
Não é preciso ser Obelix para enfrentar a injustiça, mas é preciso ter muito amor, muita coragem, para nao deixar que sejemos nós ou os outros injustiçados, mesmo sabendo que, seremos trucidados pela dita "justiça" que nos deveria defender!

Ja agora vale a pena pensar nisto!

Beijos a quem é de beijos

29 janeiro, 2006

Dignidade

Talvez porque ao ler alguns comentários que como sempre me alertam e mexem de certa forma comigo, faz com que possa deixar aqui duas palavras sobre o que eu considero dignidade.
Provavelmente, para alguns, a dignidade tem algo de força, tem algo de prepotencia, tem algo que se deva pegar na espada, e travar um duelo para honrar a dignidade. Para mim, é tão simples quanto isto, nao me façam a mim, o que nao gostariam que vos fizessem, que traduzido á letra, pode ser interpretado de varias formas, mas é simplesmente isso. Se pensarem que por sermos humildes, calmos, mansos, serenos, meigos, etc, ja poderemos ser saco de porrada que nao nos queixamos, estarão naturalmente enganados, porque efectivamente, mesmo com esses predicados todos, a força da moral, e a força da razão, normalmente faz com que aqueles que se acham no direito de submeter os outros, ou subverter os outros, nao pensem que onde ha humildade, não haja força de dignidade, e que nao se deixe vergar. Como exemplo, e só porque aconteceu, o comentário de alguém que diz que ainda há raiva, e que eu disse que é apenas dôr, é exactamente isso, dôr, porque dá dôr ver esta sociedade a ultrajar tudo e todos, e se não houver dignidade, há permissão para que vejamos outros a serem ultrajados, e então seremos como os ultrajadores porque nada fizemos para nos opormos a esses ultrajes. Não é có com a dita passividade que se faz caridade, mas é também com a acção directa de defesa, dos que sao humilhados, rebaixados, etc, é na defesa deles, que mostramos que temos valores diferentes, e não é estando quietos a ver, porque achamos que devemos ser mansos, e então assistimos a uma panóplia de arbitrariedades, e ficamos simplesmente como obeservadores, sem termos uma palavra da apoio, e de acção para que se acabe com elas, deixando perceber aos pervaricadores, que podem fazer o que acharem melhor, poir ninguem se vai importar, e isto não!
Não podemos assistir a injustiça e ficarmos calados, não poderemos assistir a humilhação dos outros, e ficarmos calados, porque nao estou a falar de pensar em matar os pervaricadores, nem estou a pensar fazer guerra com armas, mas estou a pensar em dizer não, para que nao se confunda covardia com humildade, para que nao se confunda amor com ódio, ou seja, se me revoltar contra quem faz mal, não é por ódio a quem faz mal, mas por amor a quem esta a ser feito o mal, e só por isso é que digo, não mezam com a dignidade humana, sejam correctos, e se virem ou assitirem a actos menos dignos, façam como eu, denunciem, no entanto previnam-se com testemunhas, para não poderem depois serem acusados em tribunal de difamação.
Bem hajam, e nunca confundam humildade com humilhação!

beijos a quem é de beijos

26 janeiro, 2006

DENUNCIAR-Entre o direito e o dever

Quero só abordar este tema, para prevenir os incautos, que moralmente se preocupam com a sociedade. Uma coisa é o nosso dever moral de denunciar situações que de facto sejam abusivas de poder (ver post anterior), mas outra é o direito que nós temos de denunciar. Se pensarem bem nisto, e eu sou emotivo, nao ando ca a ler leis a menos que me tentem xular, que é o caso, mas dizia eu, se pensarem bem nisto, verificarão que perante o nosso dever de denunciar as imoralidades, e o direito penal de o fazer, vai a diferença do tamanho do nosso País, porque, se nós moralmente denunciarmos uma situação, mas se não tivermos testemunhas porque as testemunhas podem ter medo de perseguições, então não poderemos denunciar, porque a lei portuguesa, não defende as pessoas moralmente elevadas, e que denunciam as situações mesmo sem testemunhas, e, o denunciante, podever-se a braços com uma queixa em tribunal contra ele, pedindo indemenizações pecuniárias, em vez de desmentidos no mesmo local onde foi feita a denuncia (é o meu caso), em vez de o procurador da republica, mandar investigar e fazer um relatório a pessoa denunciante, em particular, e verificar se calhar com o denunciante a origem dos factos de denuncia, em vez de se permitir condenar alguém que tem a moralidade de denunciar situações abusivas de poder, quanto mais contra organizações do estado que teem codigos de honra internos.
Por estas e outras razões, vemo-nos num país onde as fraudes, as luvas, os arranjos nos tribunais com os leilóes de mercadorias penhoradas, os subornos e todas as vigarices feitas por este país fora, não são passiveis de denuncias, porque as pessoas teem (e devem ter) receio de as fazerem, pois se nao teem dinheiro para enfrentar tribunais, e recursos até ao tribunal europeu (esperemos seja mais isento), para ver se conseguem livrar-se das acções que contra eles (denunciantes) ainda fazem.
Este país é mesmo o País da carochinha, do João ratão, e de muitas historinhas, onde ninguém faz nada, mas se ganha muito dinheiro, com as amizades, ocultas ou não que proliferam por este país, e que, dificilmente, vamos poder denunciar, porque sem provas, sem testemunhas, nao pode mesmo haver denuncias!
Eu cá por mim, como digo no tópico, se nao falar rebento, e portanto, mesmo que esses cabritos me condenem, vou continuar a denunciar, vou continuar a opor-me as atrocidades que por este País que eu amo se fazem, e nao me vou calar nunca, ainda que com isso sofra consequencias!
Para os meus queridos amigos, e inimigos, leia bem isto, porque de facto, neste país a corrupção tem possibilidades, a fraude tem possibilidades, porque nao pode haver denuncias, sem que os denunciantes, fiquem com medo de ser vitimas dos que denunciaram.
SO MESMO EM PORTUGAL

Sou quem sabes maria alice

beijos a quem é de beijos

24 janeiro, 2006

GNR,S tambem são vitimas, não são só carrascos!

As vezes sem contar, encontramos coisas que nao esperamos, e como disse no post anterior, estou a ser julgado por ter denunciado GNR'S, e, estou a ser prejudicado no julgamento conforme disse, pela delegada do ministério público que encaminha o sermão direitinho as testemunhas, e qual nao é o meu espanto, apesar de ver muitas denuncias contra a actitude de sectores da GNR, acabei por encontrar algumas, em que os desgraçados são vitimas, quando são sérios e desempenham o seu papel com isenção!
O que se trata aqui, assim como no meu julgamento, é que a GNR, não é diferente dos outros sectores da sociedade, e, como em todo o lado, os há sérios, e os há vigaristas, exactamente como na sociedade. O grande problema, é que se estigmatizou, que os soldados fardados da GNR, sao seres intocáveis, de primor e de brancura, que nenhuma nódoa teem, quando afinal se verifica, que se nao fosse a solidariedade e os malditos códigos fascistas de honra entre eles, os podres sairiam ca para fora, e era um, ver se te avias, que se calhar ia ver-se a coisa pelo podre, e provavelmente pouco restaria, mas como os códigos de honra são exactamente para proteger o que de mal se passa nas instituições, sempre que algum é sério e multa um superior que infringiu, melhor seria ele mudar de planeta, porque a falta de moral dos superiores, e o mau caracter, que pela noticia que li se verifica, vai fazer exactamente o que os outros colegas dele fazem a sociedade civil, que é, tramaste-me mesmo com razão, eu vou vingar-me e apanho-te, que foi o que o tal tenente coronel está a fazer ao soldado que o multou, e que me poe indignado, e se pudesse dizer directamente a esse tenete coronel o que ele é na cara dele, melhor seria que ele se demitisse, porque nao tem mesmo caracter para exercer as funções que a patente dele exigem, por falta de caracter, por falta de moralidade, e como disse em relacção aos professores universitários que perseguem os alunos que nao gostem deles, o mesmo digo a todos, sejam eles os mais altos magistrados da nação ou sejam eles os menos escalonados na hierarquia, se nao teem moral, nada são, se nao teem moralidade e bom senso, nada valem, apesar da merda das estrelas que tenham nos ombros, e como me disse uma vez um Coronel amigo na tropa, o porteiro do Hotel infante de sagres, também tem 5 estrelas em cada ombro, e portanto, nao sao as estrelas que fazem os homens, são a sua conduta e a sua moralidade e o seu caracter!
Ja agora vale a pena pensar nisto! e ler o post anterior, porque hoje estou a ser julgado por 21 GNR'S, amanha se calhar serão eles a ser injustiçados como eu estou a ser, e que Deus tenha pena deles!

beijos a quem é de beijos

PS: O sublinhado são diversos links de noticias que apanhei, haveria muito mais, mas acho que esta amostra define bem o que se passa neste Portugal dos pequeninos!

23 janeiro, 2006

Se nao enfrentamos a injustiça sem medo, somos nós ou os nossos a ser injustiçados!

Este post tem a haver com um Julgamento que se esta a efectuar, onde eu que lutei e denunciei uma ijustiça, estou a ser réu de uma acção contra mim metida por 21 GNR's, porque sentem apoio do proprio tribunal, e estão a ser encaminhados a dizer o que devem dizer, pela representante do ministério público, por forma a que digam que estão moralmente muito abatidos, e que tiveram muitos problemas psicológicos, para que a indemenização pecuniária que vão pedir seja elevada (estão a pensar em comer uns petiscos a minha custa, e mais umas bubas) e nao apenas, se achassem que foram injustiçados ou injuriados, pedirem para no mesmo local (RTP) ser feito um pedido de desculpas aos visados. É claro que por uma questao de honra, e de dignidade, eu nunca o farei porque o que fiz foi intencional, e foi para proteger pessoas que estavam a ser perseguidas, e não com intenção de prejudicar fosse quem fosse, mesmo os agentes da GNR, mas sim para que parassem de fazer o que até a poucos meses atras faziam.
Posto isto, resta-me dizer que nao irei divulgar para ja o nome do tribunal, nem o nome das pessoas envolvidas, mas, fica aqui o registo de que, se nós nao lutarmos contra a injustiça, mesmo que saibamos que podemos ser condenados porque neste país so quem tem muito dinheiro é protegido, mesmo que sejemos condenados, temos o dever de lutar contra a injustiça, porque se nada fizer-mos, amanha seremos nós a sentar o cu no mocho, e a sermos injustiçados, tal como estou eu a ser agora!
No entanto, e se Deus quiser, no recurso que irei fazer até conseguir provar o que denunciei, e ser aceite por algum Juiz sério, e ser absolvido, nao pararei de lutar pela justiça, nem de denunciar tudo o que esta mal a minha volta, e como digo no tópico deste blog, nao suporto hipocrisia, mentira, fascismo, prepotencias, arrogancias, etc e tal, e nao irei nunca baixar os braços esteja onde estiver.
Tenho pena que o Manuel Alegre nao tenha ganho desta vez, pois acredito que seria mais uma pessoa a quem se eu denunciasse isto, iria tomar medidas, no entanto, estarei sempre na primeira linha agora, como estive antes do 25 de abril, a lutar contra os sitema, contra a adversidade do poder absolutista que se instala, e nao me darei por vencido nunca!
Só espero que isto acabe depressa, e que percebam que foi por estas e por outras que se formaram braços armados antes do 25 de abril, como a luar, as brigadas vermelhas etc e tal, e, estiquem mas nao abusem, porque depois veem a revolta dos moicanos, e quando toca a pegar em armas, depois e uma chatice, porque as tantas depois morrem inocentes, e dizem.... nao há direito.. no entanto, enquanto estes filhos da puta podem, nada fazem para evitar que se chegue a extremos.
Ja agora vale a pena pensar nisto!
Sou quem sabes maria alice!

Miro

18 janeiro, 2006

Segurança rodoviária = estupidez politica!

Como referi no meu ultimo post, peguei no carro do meu pai, e, proprio de pai, o carro está estimadinho, esta um brinco (nao se parece com o meu que tem lixo ate as orelhas), e o motor parece um relógio. Hoje apertei um pouco mais com ele, e verifiquei que ele me fugia um pouco e disse-lho, ao qual ele me disse, que é dos pneus, porque com os que vieram no carro (medida e qualidade) o carro era extremamente seguro, mas como no livrete nao constava aqueles pneus, ou seja, constava uns mais fracos, os individuos das inspecções, nao aprovavam o carro, e como tal, ele teve de meter pneus de mais baixa qualidade, porque o carro, pelos vistos nao vai a inspecção para ver se esta seguro, mas sim se apenas e simplesmente, as pessoas que estão a fazer as inspecções sabem ler, leram o livrete, e como as letras sao diferentes, o carro nao passa na inspecção, porque se o carro tivesse pneus de barro, mas as letras dissessem que era aquele o tipo de pneu, o carro passava.
Eu fiquei perplexo ao ouvir estas coisas, mas depois, parei e pensei..... que tipo de políticos temos neste país????.... de facto, so interessa o dinheiro e a demagogia (mentiras atras de mentiras com capa de honestidade), e portanto, a segurança é so para as estatísticas, porque nao interessa nada se os carros estão mais ou menos seguros, desde que se mostre ao Zé pagode, alguma coisa em papeis.
É no mínimo bizarra, toda esta actitude, e, perguntaria eu se soubesse a quem... quem foi o estúpido que cagou leis ca para fora, sem deixar escrito, que os carros por excesso de segurança, nao deveriam ser reprovados? Quem é que é capaz de entender estas coisas?? Será que ainda se sentem os maiores na terra? ou será que ja entenderam que afinal o povo só se sacrifica para ter esses lambões a comer por todo o lado?
Pensem nisto, e vejam se conseguem ser mais honestos, façam la o esforço para nao serem tão ridiculos, e corrijam depressa este tipo de situações que me envergonha de ser Português, estas e muitas outras, onde as sanguessugas se atravessam.

Ja agora vale a pena pensar nisto!

Miro

Semear e colher

Hoje é o dia em que colhi o que semeei. O meu carro, avariou mais uma vez, e ficou com os travões em acção, ou seja, mesmo sem estar a travar, o carro travava, e como tal, mais uma vez, iria ficar sem meios de me deslocar, porque entretanto, o carro da minha mana adotiva (fui eu que adotei, nao foi o meu pai, e nao é perjurativo) que me emprestou durante quase tres semanas, o marido dela, meu estimado cunhado, teve de o usar, porque ele também teve problemas com o carro dele. Ora, assim sendo, estava a ficar mesmo entaladito, sem meios de me deslocar, quando o meu pai chegou a minha beira e me disse que o carro dele estava arranjado, e que poderia andar com ele. Esse carro, fui eu que o dei ao meu pai, numa altura em que a minha vida embora nao fosse fácil (e eu pensava que ja estava a chegar o fim) ainda nao era o que é hoje, e, como é um carro de gama média, sinto que estou mesmo a colher o que semeei, porque se nao lhe tivesse dado o carro, hoje nao o teria para me desenrascar, portanto, vale a pena semear, porque mais tarde ou mais cedo colhemos o que semeamos, e quanto melhor semeamos, melhor colhemos (para a proxima compro-lhe um rolls royce, com quatro loiras la dentro, esta á para ti babi, ehehe) pode ser que na colheita me apareça um bugati a dar 400 km por hora, com a minha princesa la dentro, ehehehe.
Não estou a comentar esta situação de borla, é muito a sério o que estou a dizer, embora naturalmente, um pouco de humor nao tire a seriedade da questão!
Posto isto, resta-me dizer, que o que semearmos, será o que colhemos, se começarem a fazer bem aos outros ainda que eles vos façam mal, se calhar dentro de dois anos o mundo nao teria guerras, nem fome, nem injustiça!

beijos quem é de beijos

Miro

Perdoar

Naturalmente que quando escrevo alguma coisa aqui, e sei que alguem ca vem ler, alias, sei quase todos os que me leem (segredo, ehehehe), será para transmitir pensamentos, ou filosofias, ou sentimentos, de mim para alguém, e, SEMPRE, com intenção de alertar as pessoas para os que de mal eu acho que fazem, e, NUNCA, com o objectivo de castrar alguém, ou de dizer mal pelo prazer de dizer mal. Se ponho o meu sentido critico aqui exposto, é de facto para ver se quem le estes breves apontamentos, tem a capacidade critica de perceber o que está mal, e se consegue também ilucidar-me a mim, por forma a corrigir-me!
É claro que eu as vezes sou demasiado óbvio nos "recados" que mando, e nas teorias que defendo, e sei que nem preciso de lhes meter o endereço, porque embora sem certezas, os meus amigos mais próximos, sabem pela certa a quem se dirigem.
Podem querer que nunca ponho outra intenção nos recados que dou, sejam eles mais violentos ou menos, mas todos eles, teem como finalidade, atingir um objectivo mais alto, que é de facto as pessoas eventualmente corrigirem-se de erros de palmatória, ou então, se estiver eu a ver mal a coisa, corrigirem-me a mim.
Em posts anteriores, por exemplo em 8-6-2005, eu dizia pela letra de alguém:

......Tolerância mútua é uma necessidade em todos os tempos e para todas as raças. Mas tolerância não significa aceitar o que se tolera." (Ghandhi).....
"Ame a quem te ama, não a quem te sorri, pois quem te sorri te engana, e quem te ama, sofre por ti."

Se repararmos essencialmente na última, é um grande alerta para aquilo que é meu apanágio lutar contra (vidé topico deste blog) que é nem mais nem menos a hipocrisia, e este ultimo pensamento esta como uma luva, "ama a quem te ama e nao a quem te sorri", porque de facto, quando as pessoas sorriem e nao te dão nas orelhas, sendo tu um ser humano cheio de defeitos, e quando digo tu, digou eu, então alguma voisa está mal, porque se te sorri muito e te mostra o pepsodente, esta a papar-te a mona!

Mas antes disso, em 26-7-2005, dizia eu:

"É fundamental saber que intençao cada pessoa tem em mente para poder decidir até onde confiar nela." (Cícero)

"O mal de quase todos nós é que preferimos ser arruinados pelo elogio a ser salvos pela crítica."(Norman Vincent)

"O único tirano que aceito neste mundo é a voz silenciosa dentro de mim, a consciência." (Mahatma Gandhi.)

Porque será que referi estas mensagens? Será porque efectivamente me preocupa a hipocrisia? e porque me preocupa que me mostrem os dentes e me estejam a apunhalar? naturalmente que sim, mas, que recados então trará estas mensagens?????
Vamos la tentar perceber. Se estivermos atentos a primeira mensagem, ela poderá querer dizer.... ja sei o que vales, ja sei o que és, sei que nao es grande coisa, ve se mudas para ver se começo a confiar em ti!
A segunda, quererá dizer.... és tão vaidoso, que só te ouves a ti, e até sentes o ego a subir sempre que ouves a tua voz, o teu orgulho e a tua vaidade é tão grande que estás ofuscado por ti mesmo, no entanto, se ouvisses a critica dos que te querem bem, talvez te tornasses numa pessoa melhor. E por ultimo, talvez queira dizer.... o teu pior inimigo és tu, porque um dia a tua consciencia te vai pedir contas, será que terás crédito suficiente para pagar o que ela determina?
Bem, se quisermos ver as coisas pelo lado positivo, então estas chamadas de atenção seriam benéficas para quem as lesse, inclusivé eu, no entanto, se quisermos ver os recados, ou os pensamentos, ou as filosofias (chamem-lhe o que quiserem) de forma prejurativa, então la estaremos mais uma vez a denunciar-nos naquilo que de facto apostamos, que é a negatividade, ou seja, ver tudo pela negativa, tal e qual como nos colocamos na vida.
É claro que mesmo com estes recados todos, e não conseguindo os objectivos, o facto de nao ter conseguido uma tarefa a que se calhar gratuitamente me propus a vencer, acabo por verificar que, nao vale a pena, nao me esforço mais, e que, ca em casa pensa-se as dez, quem está está, quem nao está estivesse, no entanto, perdoar, como digo no inicio, nao significa que andemos com as pessoas que perdoamos ao colo, nem que tenhamos que as ter ao nosso lado, e nunca ponho as coisas sem perdão, porque gosto que me perdoem a mim, e por isso, peço sempre perdão pelos meus erros, e perdoo a toda a gente que tenha errado comigo, no entanto....


......Tolerância mútua é uma necessidade em todos os tempos e para todas as raças. Mas tolerância não significa aceitar o que se tolera." (Ghandhi).....

ou seja, perdoar, nao significa ter de levar com os que perdoamos em cima de nós permanentemente, significa nao ganhar ódio, ganhar rancor, ou qualquer tipo de sentimento de vingança, mas, nao significa que tenhamos de estar ao lado!

beijos a quem e de beijos
e que me perdoem, a quem eu tenha feito mal, porque quem me fez mal ja estava perdoado antes de o fazer.

Miro

16 janeiro, 2006

Lealdade, humildade e simplicidade

Um dia, num belo jantar entre amigos, e como ja vem sendo costume, andamos sempre as turras para fazer um brinde, e normalmente empurramos uns para os outros para apelar ao brinde, mas no fim acabamos por cada um de nós fazer o repectivo desejo, e brindamos a isso!
Num desses jantares, um amigo meu, virou-se para mim e para a esposa, e disse: vamos brindar á Lealdade, humildade, e simplicidade!
Depois de feito o brinde, e de termos bebido a isso, estivemos a divagar durante algum tempo sobre o que referia de facto o brinde, e como somos gente de bem, e verdadeiramente amigos (cada vez mais), acabamos por reflectir que, sem lealdade de uns com os outros, não podemos de facto contruir a amizade, porque nemhuma amizade se pode basear em pedras falsas, ou em alicerces podres, a humildade, porque se nao formos humildes, e dermos a mao a palmatória quando erramos, nao somos capazes de por de lado o orgulho, e então, ao minimo problema, apareceriam as zangas, porque a intolerancia acabava por ter lugar, e as vezes poderia fazer-se uma tempestade num copo de água, a simplicidade, porque mesmo as coisas mais importantes, são simples, porque entre amigos verdadeiros, as coisas mais difíceis, são normalmente tratadas com transparência, e correcção, e por isso mesmo, tornam-se simples, mesmo quando a partida as achamos impossíveis de ultrapassar.
Posto isto, a melhor forma de cultivar-mos a amizade, é sem dúvida a transparência, porque nao dá lugar a dúvidas, não dá lugar a sentimentos ou percepções erradas, não da lugar a mexericos, porque quando somos transparentes, somos leais, somos humildes, e somos simples, e, é dessa forma que sonseguimos manter as nossas relacções por muitos e longos anos, quando sabemos respeitar os nossos amigos, os nossos companheiros, e os tratamos como de família fossem, se nao quantas vezes até mais que isso. São longos os exemplos que vos poderia mostrar em como uma verdadeira amizade se contrói, mesmo com divergencias, e, por altura do meu ultimo aniversário, quando cheguei a casa com tres amigos, o meu melhor amigo e eu, estavamos em desacordo com algumas coisas, mas, ambos fomos dormir com um sorriso, que suplantava todas as divergencias, porque no essencial, aí, nunca somos divergentes, que é na lealdade, na humildade e na simplicidade, porque todas as grandes pessoas, sao simples.
Já agora, EU BEBO A ISSO!

beijos a quem é de beijos

PS: Cada amigo que conseguimos trasportar no nosso coração, é um tesouro. Os meus amigos sao aqueles que eu conheço bem, posso nao estar de acordo com eles, respeito-lhes os defeitos que eu acho que tem, e mesmo assim, ainda gosto deles!

14 janeiro, 2006

Comentários anónimos

O meu ultimo post (antes deste), tem la um comentário anónimo, que embora me tivesse deixado feliz, porque tinha de ser alguem que me conhece bem, deixa-me sempre enrascado, porque como sei que ha matreiros capazes de escrever como anónimos, so para terem audiencia, ou para poderem dissertar sobre matérias que nao dominam, mas que fazem questão de abordar, o que nao é o meu caso, e portanto, porque soube de quem era, e, é da Miuka, espero que da proxima, saiba escrever a vontadinha, mas autenticando o que escreve, porque senão pode dar essa ideia, e eu detesto espertezas saloias, ou hipocrisias.
Por falar nestas coisas, do que eu gosto e do que não gosto, é que se calhar muitas vezes deixo as pessoas nervosas, e sem vontadita de escreverem, mas acreditem, que de pessoas sérias, a escrever coisas com seriedade, ainda que sejam anedotas, eu estarei sempre do lado delas, ainda que nao concorde um só milimetro com elas, agora os que tudo fazem para dizer... hei!!!! olha pa mim aqui, sou especialista, etc e tal? , a esses, so me apetece desmascara-los, e dizer-lhes que se deixem de armar aos cagados, e que olhem para a vidinha deles, e deem exemplos, e mostrem exemplos, porque se a gente não domina uma area, nao deve dizer aos outros como é, sem primeiro provar que se faz. Como sempre, isto sou eu, no entanto, ca em casa "escreve-se" as 10, quem está está!, quem não está, estivesse.


beijos a quem é de beijos!

13 janeiro, 2006

Ensejos

Peço que nao ligues as muralhas
que eu fui construindo esta vida
elas cercam-me, e como canalhas
celam-me no que mais me és querida

peço que entendas que no passado
fui farol que projectei muita luz
fui motor, fui charrua com arado
e nao fui, o que a minha vida traduz

fui bigorna, que aguentou a pancada
fui a forja onde meu aço foi malhado
sofri muito, e ainda sofro um bocado
só espero que tenha tudo do meu nada

fui locomotiva, tractor,
fui avião, fui senhor
fui a lagrima soltada
da lição que trago com dor

o que fui, ja nao interessa
é passado, nao me revolta
so serve para entender o que passa
comigo e com tudo a minha volta!

Se souberes o que ja fui
percebes a minha dor
é que o passado influi
no presente, meu amor!

Beijos a quem é de beijos

12 janeiro, 2006

Como nada evoluiu em 2300 anos!


Conhecida como Regina Viarium, a Via Apia Antiga romana, foi sem margem de dúvida a primeira auto-estrada conhecida da nossa história. Não se enganou o Consul Apio Claudio, quando em 312 anos antes de cristo, contruiu a mais resistente auto-estrada da nossa história, onde passavam os grandes e pesados carros do exercito romano, e que se manteve muitas e muitas centenas de anos ao serviço das populações por onde passava.
Sem margem de dúvida que nessa altura, andavam os romanos nas suas quadrigas, e como nao tinham limitadores de velocidade, e embora as quadrigas nao tivessem amortecedores, atingiam a velocidade estonteante de 60 km hora.
Até aqui, vemos que 300 anos antes de cristo, ja havia necessidade de andar depressa, e contruir auto-estradas, para ser mais fácil a deslocação de pessoas e bens, o problema, é que 2300 anos depois, continuamos a construir auto-estradas- com muito mais espaço, com inclinações para se poder andar mais depressa e os carros nao se despistarem, etc. e tal, e segue-se os exemplo dos países mais desenvolvidos na segurança, na qualidade dos pisos, opsssssssss aqui é so os outros, que se preocupam verdadeiramente com a segurança dos seus habitantes, e metem alcatrão nas estradas, com porosidade e abrasividade, para que os carros nao se despistem as primeiras chuvas, e depois, os países mais evoluídos, se calhar menos latinos, se calhar com políticos menos 3º mundistas, para nao lhes chamar vigaristas e ladroes, e nao regulam a velocidade nas suas auto estradas, porque estas são construidas e arranjadas, com o que de mais seguro existe, e sem andarem a dsviar qualidade, para meter algum aos bolsos, enquanto que nos países mais atrasados, e mais latinos, passa-se exactamente o contrario. Temos outro problema, que é a globalização, e com essa globalização, em vez de se trocar informações altruistas, honestas, trocam-se as vigarices, e se calhar manuais, de como roubar um povo sem que ele refile, ou de como aldrabar demagogicamente as populações, de forma a que se por acaso falem muito alto até a justiça esteja do lado de quem nos esfola a olhos vistos.
Resumindo, se em 2300 anos, nao se evoluiu nada, o que mais será preciso para que esta gentinha que se acham Deuses, deixem de pensar só nas luvas, e começem a olhar pelo povo, e a criar condições de países elevados moralmente?
Será que ainda estari do lado de cá nessa altura, ou ja estarei a olhar do lado de lá, para tanta gente que tem de sofrer, para pagar o que fazem a humanidade????


Ja agora vale a pena pensar nisto