O gladiadores de hoje
Os gladiadores de hoje
não usam espadas
nem escudos de metal
não matam escravo que foge
nem fazem aos leões largadas
nem assassinam de punhal
Não usam quadrigas e lanças
nem redes feitas de Sisal
chicotes de couro ou mangual
machados e capacetes de tranças
usam adjectivo pronome e verbo
sabedoria, integridade e inteligência
amor, simplicidade com acervo
e muita capacidade de resiliência
Os gladiadores de hoje querem paz
defendem os caídos em sargeta
esmaga canalha que se acha vedeta
e para ele condenado, tanto faz
denunciam com palavras e poemas
cantam revoltas feita indignação
transformam a dor em oração
aliviando as mais duras e cruéis penas
mostram verdade carinho e atenção
fazem ver que se pode amar o mundo
pessoas, animais, toda a criação
e dar beleza a este planeta ainda imundo
são guerreiros mentais poderosos
não vergam, nem são ociosos
nos propósitos morais elevados
caem, choram, desanimados
e de seguida, erguem-se do chão
vestem a alma, com a força da razão
e voltam a luta do amor incondicional
nesta, em outra vida, será intemporal.
O gladiador de hoje, ajuda o inimigo
a tentar combater o seu umbigo
com pureza contra a ganância egoísta
e para ele, só o amor é conquista.
Miro Couto
13-06-2019
Gota De Água
Fui à fonte beber água
Achei um raminho verde
Quem o perdeu tinha amores
Quem o perdeu tinha amores
Quem o achou tinha sede
♪
Dá-me uma gotinha d’água
dessa que eu oiço correr,
entre pedras e pedrinhas
entre pedras e pedrinhas
alguma gota há-de haver
♪
Alguma gota há-de haver
Quero molhar a garganta
Quero cantar como a rola
Quero cantar como a rola
Como a rola ninguém canta
♪
Debaixo da oliveira
Não se pode namorar
Porque a folha miudinha
Porque a folha miudinha
Não deixa passar o ar [rires du public]
♪
Dá-me uma gotinha d’água
dessa que eu oiço correr,
entre pedras e pedrinhas
entre pedras e pedrinhas
alguma gota há-de haver
♪
Alguma gota há-de haver
Quero molhar a garganta
Quero cantar como a rola
Quero cantar como a rola
Como a rola ninguém canta
















