
Que raio de percurso que fazemos
Ao andar a rebocar sempre alguém
Que por mais amor que lhes demos
Perdem-se para sempre no além
Abdicamos de nós em função deles
Tiramos da boca o pão que alma dá
Entregamos a alma a seres mais reles
Pensando que um dia chegam lá
Ó esforço estonteante e amoroso
Que sai do peito com fervor
Entregamo-nos de amor fervoroso
Como mandam as regras do criador
E depois? Depois é ver o desgaste
A dor que nos mastiga o interior
Que nos deixa como um traste
Que nos corrói, com tanta dor
Mas que sublime atitude é
Aquela de ajudar as outras almas
Tentar que elas saiam pelo seu pé
E vençam as sua provas nas calmas
Mas a maioria não consegue
E deixa-se levar pela ilusão
E só o dinheiro os persegue
Pois é para eles única paixão
O TER na sua forma mais pobre
Sem nunca querer SER só por amor
Deixa essas almas com sentido a podre
E faz de nós pessoas cheias de dor
Mas se nossa vida é nobre, mas sofrida
Daquilo que nos damos, sem pudor
Vale a pena pensar que nesta vida
Demos quanto tínhamos com amor
E que Deus pai nos observa
E vê tudo quanto nós passamos
E um dia teremos sem reserva
O amor daqueles que amamos.
Depois de uma conversa…
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