08 outubro, 2005

Aprendizagem e continuidade

Dizem as pessoas que me rodeiam, que antes de me conhecerem, pensavam isto e aquilo de mim, mas que depois veem a verificar que estavam enganados, e que afinal eu não sou o que eles desenharam nas suas cabeças. Gostaría de vos dizer que por um lado fico feliz copm isso, mas, por outro lado isso preocupa-me, porque normalmente temos uma tendência enorme a apontar os nossos defeitos nos outros, e ainda que inconscientemente, fazemos alaridos dos supostamente erros dos outros para que não vejam os nossos. Não estou a apontar nada a ningém mas apenas a dizer que gostava que as pessoas tivessem mais paciencia nas analizes, e que nao julgassem á primeira vista os que os rodeiam, tentando perceber a razão que leva a julgar da maneira que se julga, e portanto fazer um exame de consciencia para que se possa melhorar nas actitudes e nos comportamentos sociais.
É óbvio que todos andamos cá a aprender a sermos melhores pessoas, e todos teremos sem somra de dúvida um largo caminho a percorrer, na aprendizagem de nos conhecermos e saber-mos até que ponto ainda somos imperfeitos, e o esforço que teremos de fazer para melhorar-mos de caracter e de personalidade. Se quisermos pensar nisto, vamos ver que á nossa volta existe sempre alguém que nos ensina algo, e que portanto se quisermos, poderemos aprender, mas, mais importante que isso, é se sabemos, transmitir-mos os nossos conhecimentos, ainda que daí advenham muitas histórias rocambolescas, e, em alguns casos, injúrias e maldicencias que pesarão sobre nós, mas, teremos sempre de pensar que quem determina tudo é a nossa consciência, e assim sendo, nao interessa se dizem mal de nós, desde que dentro de nós esteja a serenidade dos nossos actos e das nossas actitudes.
Ninguém chegrá a professor se não fôr ensinado, mas naturalmente que não haveria alunos se os professores acabassem, e por isso mesmo, fico sempre sensiblizado, quando alguém que aprendeu a ser melhor pessoa, tem a capacidade de dizer aos outros que o rodeiam, que se ele foi capaz, também todos nós seremos capazes de nos tornarmos melhores pessoas, e se quiserem perceber, verificarão que é mais fácil do que imaginam, no entanto precisamos sempre de determinarmos que queremos a mudança, e que estamos dispostos a correr os riscos e as atribulações de alguém que so pretende fazer bem no mundo e pelo mundo.
Se a aprendizagem der lugar a continuidade, e se a cada palavra tua conseguires que mais alguns consigam faze-la passar, então dentro de pouco tempo, o mundo estará informado que mais vale fazer-mos bem uns aos outros, que nos andarmos aqui a esfolar e a degradar, pois que isso apenas deixa marcas terríveis nas nossas almas, e que mais tare nos veremos com muita dificuldade em as eliminarmos da nossa mente.
Já agora vale a pena pensar nisto


beijos a quem é de beijos

2 comentários:

Carlos disse...

Pela parte que me toca enfio o barrete, Mirito.
No entanto, não o enfio sem dar luta, pelo que aí vai:
Sem me querer justificar nas minhas análises, tu não és propriamente uma pessoa standard. Aliás, não és mesmo nada standard, porra!
A maior parte das pessoas que faz o que tu fazes só o faz para tirar proveito: depois de ter encontrado mais pessoas dessas na minha vida do que teria gostado, comecei a criar defesas contra elas.
Em relação a ti, essas defesas nunca se chegaram a erguer, porque havia uma quantidade avassaladoramente grande de qualidades contra tão poucas reticências (que afinal o não eram, como vim a perceber posteriormente).
Então essas "reticências" eram apenas uma pedrinha no sapato... daquelas que, apesar de não fazerem estrago, não param de nos causar desconforto.

No entanto, a análise geral estava certa e, à excepção de 2 situações que me lembro, foi essa análise geral (muito positiva) que sempre prevaleceu.

Voltando à metáfora da pedra no sapato: os "sapatos" eram excelentes e, uma vez retirada a "pedra", não os vou descalçar mais.

Espero que entendas isto: sempre reconheci em ti as mesmas qualidades que reconheço agora. A única coisa que mudou foi ter removido algumas reticências que, mea culpa, só existiam na minha cabeça.


Abraço
Carlos

acbelix disse...

Carlos, nao era para ninguem enfiar o barrete, era apenas para que as pessoas pensem antes de tirar conclusões, e pensarem que quando apontamos um dedo aos outros, temos normalmente 3 a apontar para nós e nao os querremos ver. Por isso é qie acho que devemos sempre mas sempre, nao julgar apressadamente os outros, pois... e máis fácil pensarmos e dar-mos o benefício da dúvida.
Um abraço, e podes crer que nao era recado, mas sim metáfora.