07 novembro, 2005

Medo de ser amigo?

Em conversa com um dos meus verdinhos, e por causa de um pedido meu, falou-se das várias hipoteses de tentar ajudar alguém, que o mais provavel é não querer ser ajudado, ou se calhar, pior ainda, é não ouvir o que se tem para lhe dizer, e , nestas circunstancias, chegava á conclusão o meu berdinho, se nao seria melhor arranjar outra forma de chegar lá, sem confrontar a pessoa ou pessoas em questão, sabendo que quando se tocar no assunto, vai haver respostas tortas, vai haver algumas palavras desconfortáveis, tais como, quem és tu para dizeres se eu estou bem ou se estou mal, e quem és tu para me dares conselhos. Ora, eu que nestes casos acho que a nossa consciencia é que é a nossa maior conselheira, digo sempre que prefiro perder um amigo por o chamar a atenção, do que perder um amigo, sabendo que o poderia perder, e nao ter feito nada por isso. Imaginemos o seguinte: Imaginemos que um nosso amigo está em vias de ficar com uma doença grave, e que, se nós intervervirmos e lhe chamarmos a atenção, apesar de ele resmungar, o poderemos salvar de tal sofrimento... que é que devemos fazer?... deixa-lo a sua sorte, porque ele nos vai confrontar e resmungar, ou flar-lhe ainda que ele deixe de nos falar a nós?... ve-lo a ficar doente e a morrer, porque nao lhe dissemos nada, ou nao fomos capazes de nos zangarmos com ele, ou se ele morrer depois de o avisarmos, ficarmos com a consciencia tranquila de que tudo fizemos para que ele nao estivesse doente? ou se ele passados uns tempos, e estiver completamente bom, vir dar um abraço e dizer que afinal, os amigos são os que se zangam connosco quando nós não queremos ouvi-los e ouvir o amor que eles nos teem?
Para mim, sero amigo, é mesmo que se zanguem connosco, dizer-lhes o que temos a dizer, dar-lhes a nossa opinião, e se a quiserem receber como amor que lhes estamos a dar, muito bem, se quiserem achar que são os maiores, e que nada nem ninguém lhes pode dizer nada, então, deixemo-los cair, para que depois no buraco do sofrimento, eles saibam pedir ajuda, pois só assim eles perceberão que a nossa mão e o nosso amor estará presente.
Pensem só que, quem sob o risco de pensarem mal dele proprio, é capaz de correr os riscos e dizer-nos que estamos mal, apenas deveríamos agradecer-lhes, ainda que nao estejemos de acordo com eles, pois são paletes de amor que lhes estamos a dar.

Já agora, vale a pensa pensar nisto

beijos a quem é de beijos

Miro (fatela, careta, etc e tal)

4 comentários:

Undisclosed disse...

Eu não diria melhor, mais vale morrer a tentar do que morrer sem tentar :)
Um abraço gajo.

Anónimo disse...

Os verdadeiros amigos sao aqueles q nos dao um abraço de parabens, um ombro para chorar mas tb aqueles q nos puxam as orelhas qd fazemos asneiras e nos chamam atençao qd erramos.Esses sim SÃO OS VERDADEIROS AMIGOS.
BEIJINHOS MIRO FICA BEM
Sandra

Ana Coelho disse...

Desculpa, vou ser sincera não li o post mas isto aqui não anda nada facil!
Passei só para dar um beijo e perguntar t se recebes t a minha msg!?

Carlos disse...

Caro Miro,
Um amigo que não corre o risco de dizer o que pensa apenas pelo medo de poder desagradar não é um amigo... quando muito é um conhecido.
Ás vezes podemos não dizer o que pensámos a um amigo mas por outras razões (tipo: o timing não ser adequado por a pessoa estar demasiado agitada nesse momento... ou, o ambiente não ser o melhor e querermos falar em privado... ou sabermos que o amigo ainda não está preparado para ouvir o que lhe temos para dizer e logo sabermos ir causar mais agitação que bem, etc...): razões essas que são sempre momentâneas.
Se realmente somos amigos de alguém, temos o dever moral de dizermos o que achámos... por sua vez, saberemos se o nosso amigo é verdadeiramente nosso amigo, conforme a sua reacção aos nossos comentários: ele poderá (em muitos casos, DEVERÁ) não estar de acordo connosco, mas nunca deverá (nunca PODERÁ) desrespeitar a nossa opinião, imaginando quaisquer outros motivos para ela que não o facto de só querermos o bem de quem gostámos.
Ainda bem que, nas minhas horas mais difíceis te tive a ti, Miro, para me dizeres não aquilo que eu queria ouvir, mas sim aquilo que eu precisava ouvir. Posso ter reagido mal momentâneamente, mas o bem que em mim causaste está bem vivo em mim para todos verem. Obrigado por seres VERDADEIRAMENTE meu Amigo.
Um abraço gajo,
Carlos