29 maio, 2006

Partir é morrer um pouco

um fado que canta isso, que aquele que parte, morre um pouco e é dor demais.
Dependendo do que se entende por partir, a dôr pode ser mais ou menos intensa, se olharmos para essa partida de uma das duas maneiras.
Se saímos do nosso país e partimos noutra direcção, então partir é dôr demais, porque ninguém consegue ser indiferente as amizades que criou, aos lugares, aos cheiros, as imagens do lugar onde habitou grande parte da sua vida, e só por isso, a nostalgia que provoca e a saudade, são de facto dôr demais. Mas se partir, é morrer, então a dôr nao é demais, porque esse que partiu, estará sempre presente, estara ao nosso lado, portanto, estara mais longinquo aquele que se desloca para outro país, do que aquele que deixa o seu corpo e segue viagem.
Na minha vida, tive ja situações em que tive a nítida sensação que estive em locais, com determinadas pessoas, únicamente com a função de deixar la um sinal, uma esperança, uma amizade, e, nao foi só uma vez que isso me aconteceu.
Se, por sina, tive de fazer sentir a outros, ou seja neste caso a outras, o que era o amor, o que era a amizade, o que era a abdicação em prol dos outros, chegou a altura em que gostaria de me reformar dessa situação, e, nao voltar a repetir o que tantas vezes já repeti, de partir, de ver que quando cheguei, havia desunião, havia desconforto, e que quando saí, e me vim embora, deixei a união, o conforto, a amizade, a esperança e a fé, naqueles por onde passei, e como disse nao foi apenas um caso mas vários, mas, como é sabido, sempre que nos damos, criamos as tais raízes, as tais liagações afectivas, e depois, teremos de as cortar por um motivo ou por outro, pois que cumprida a missão, ja nao há lugar a mais tempo nem a mais afinidades.
Ver uma familia desunida é sempre motivo de tristesa, uma vez que a minha é bastante unida, e confiamos imenso uns nos outros, porque todos os dias em que vivemos, fomos dando provas de amor, de cordialidade, de confiança, e abnegação, e de sofrimento, e, por sabermos isso, e sabermos que os que nos rodeiam dividem a codea connosco para nao morrermos á fome, sentimos como protegidos, como que fossemos invenciveis, mas ao mesmo tempo, tristes, quando olhamos para as outras familias, e nao as vemos com a mesma cordialidade, com o mesmo afecto, com o mesmo amor, e temos naturalmente, a tendencia para nos intrometermos, em prol da felicidade desses seres que são nossos irmãos, embora, possam pensar que não.
Quando nos damos por inteiro, corremos o risco de nos apaixonarmos, de sentirmos que aquela pessoa onde estamos intrometidos, nos preenche, nos dá afecto, e, sem querer, somos apanhados por uma teia que absorve, e nos prende, que é simplesmente a melhor lei do universo, e que se dá por nome de AMOR, só que, o ser humano, tem uma tendencia para esquecer o que era, e, quando ja nao o é, perde imenso a humildade, e a doçura, porque a partir do momento em que se sabe amar, ou se sabe o que é ser amado (parece coisa tão ligeira e tão vulgar), sente-se necessidade de conhecer mais horizontes, e como disse Jesus, a maioria não vê o que procura, porque procura com os olhos e não com o coração, nao tem ouvidos de ouvir, porque houve tudo o que lhe enche o ego, mas nao ouve com o coração, e como um dia ja aqui escrevi, não ames a quem te sorri, porque quem te sorri te engana, e quem te ama sofre por ti!
Pode parecer um discurso ja gasto, mas, tantas vezes vi as asas a levantar voo, e depois, quando ja parece que somos donos do espaço, esquecemo-nos que ha paredes no ceu, e as vezes batemos nelas com tanta força, que depois so nos resta dizer, eu tive a opurtunidade e,.... perdi-a, eu tive o que procurei, mas so dei conta do que tinha porque perdi!
Por mim, quero é continuar a ser feliz, a sentir que ha nos espaço alguem que sente a minha falta, alguém que me quer bem, alguém que ... um dia... nao sairá mais da minha companhia enquanto neste planeta eu estiver, e para esse alguem, que um dia estará comigo, só posso dizer, que espero que seja feliz como eu sou, que esteja completa como eu estou, e que diga, sou EU, estou aqui, e não tenha receio do mundo, porque o mundo somos nós que o fazemos!


Façam o favor de serem felizes
beijos a quem é de beijos, abraços a quem é de abraços!

3 comentários:

susmaria disse...

É lindo ler estas coisas. Enche-nos o coração, enche-nos a alma... Como dizes, ver uma família desunida é muito triste, mas a força de vontade e a vontade de lutar é mais forte, apesar de por vezes existir a fraqueza, a vontade d desistir,..., mas há sempre a esperança e enquanto houver, á q lutar, á q seguir em frente. E pensar sempre que melhores dias virão, pensando sempre com o AMOR e CONFORTO que podemos dar.

Beijinho grande

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