18 abril, 2005

Palavras

Palavras
Podemos usalas conforme nos dê jeito. Não é dificil utilizar as palavras num vocabulário tão rico como é o nosso Português.
Podemos usa-las para convencer, para explicar, para entender e fazrmo-nos entender, mas também as podemos usar para trapacear, mentir, usar os outros etc e tal.
Palavras como diz o ditado leva-as o vento, quando não são assistidas de acções cooerentes, ou precedidas das mesmas acções. Que me adianta dizer que gostei de um bife grelhado a ze malhoa, se a expressão que fiz ao come-lo foi de desagrado total? Que me adianta dizer que estou a gostar de uma determinada viagem se a faço a dormir, ou então irritado por nunca mais ela chegar ao fim? que me adianta dizer que gosto de estar na companhia de alguém, se de facto evito essa companhia? Que adianta dizer que amo alguém, se a seguir, nao correspondo ao apelo das palavras?
É claro que nós temos tendencias para usar mal as faculdades que nos dão, e li no outro dia um livro muito giro de Dalai Lama, em que ele se referia a uma passagem que nos dá que pensar:
Ia um assassino atras de uma pessoa com intenções de a matar, e a determinada altura o assassino abeiro-se de uma pessoa a perguntar por onde tinha fugido a vítima, ao que essa pessoa ponderou num ápice, e viu que teria de cometer um erro, mas qual deles seria melhor toma-lo?
Então decidiu-se por mentir ao assassino, porque embora tivesse mentido o que seria causa de futura dôr, permitir que o assassino mata-se a vítima, era um erro bastante maior, porque acabaria sem querer por se tornar cumplice do crime, uma vez que ajudou o assassino a conseguir o intento.
Ora nestas coisas, é preciso saber sem dúvida o que de facto temos de fazer para nos individar-mos em relacção ao futuro. temos de pensar sempre que cada acção nossa, provoca uma reacção, e que um dia teremos de levar com ela, demore o que demorar, pois são leis imutáveis. O nosso comportamento, na maioria das vezes, é desleixado de pequenas coisas sem importância, que achamos nós que elas nao teem, mas, se verificar-mos as reacções daqueles a quem elas foram dirigidas, acabaremos por ver que de facto nao é assim. Criamos dívidas sucessivas, e nao paramos para pensar, que essas dívidas um dia serão cobradas!
Pela parte que me toca, so me resta pedir perdão a quem fiz mal noutras vidas e que hoje nao tenho memória delas, pois conforme se vai ganhando consciencia do mal que poderemos fazer com as palavras, nem nos queremos lembrar quanto mal poderemos fazer com as acções.
Se aqueles que nao andam aqui me leem, e eu alguma vez lhes fiz mal, que me perdooem pela ignorancioa que tive!
Beijos a quem é de beijos

3 comentários:

nuno (cunhado) disse...

a vida é fodida, mas tu consegues ser mais forte, venham eles. Há palacios que nunca caem. tu és um, só cairás quando tu quiseres, só depende de ti, felizmente só nós próprios é que conseguimos abalar as nossas estruturas. Quanto aos outros, venham, façam o vosso melhor, aqui ninguem mexe.

acbelix disse...

Cunhado, ambos sabemos que até o aço verga, mas, aço que é aço, logo se indireita. Quando estamos na forja, recebemos as pancadas para sermos moldados, e nessa altura podemos cair e arranhar os joelhos, mas.... depois.... somos sempre mais fortes. Não vos esqueçãis nunca que vos amo.
Beijos

Undisclosed disse...

A vida é fodida, mas tb é uma puta segunda li algures acima... a puta duma musa ;)