28 fevereiro, 2007

Aguas do Douro

Douro que na tua corrente
lavas tudo onde passas
ate me lavas a mente
ate lavas as desgraças

deixas residuos de inveja
trazes as margens emoções
trazes o lixo que sobeja
de algumas maldições

levas na tua corrente
magoas feitas do orvalho
daqueles que nao se sentem
com forças para o trabalho

lavas as vielas pequeninas
com teu poder magistral
limpas todas as esquinas
da venda de amor venal

chegas ao mar imponente
e aí na foz, te entregas
ao oceano resistente
e nas ondas te esfregas

vens de longe bem distante
vens de terras de castela
e na viagem ves gente
muito simples, muito bela

ves vinhedos em cascata
e nos rapidos, aceleras
tiram-te areia de prata
que do oiro, só quimeras

ensinaste-me a nadar
em tempos que ja esqueci
e em ti eu vi naufragar
almas que bem conheci.

Miro

Beijos a quem é de beijos

1 comentário:

Anónimo disse...

Á poeta caraguuuuuuuuuuuuuuuuu!!!
Quem escreve assim não é gago!
Lindo!
Bjocas
>*<
carla
(de lágrimas nos olhos)