18 junho, 2006

Regresso

Será que voltas-te meu amor
será que te libertas-te da dor
que para mim me sufoca e rói
e que para ti faz sofrer e dói

será que limpas-te a tua alma
do negro véu que te colocaram
que te foi arrastando pra lama
sem que soubesses quem eram

foi tanta, mas tanta prece que fiz
para que Deus te ajudasse muito
a libertar dessa negra sorte infeliz
que me deixou sem força e em pranto

que a luz te ilumine o coração
que te faça ver a maldade
e nao permitas nunca não
que te enganem pela vaidade

Do amor ninguem te fala
ninguem pergunta se tem
so querem ver-te em gala
sem sentimento de alguem

que todos os algozes se afastem
que te rodeiam e te mal fazem
que a esperança seja renovada
e que voltes a ser a minha amada

e o que tudo que é junto por Deus
ninguem ha-de poder separar
por mais que peçam aos céus
o amor ha-de sempre triunfar!

Miro

as 2;11 da madrugada de domingo dia 18 de Junho de 2006

Beijos a quem e de beijos, e abraços a quem é de abraços

1 comentário:

Nuno Pereira disse...

Pedra a pedra, construí um palácio
para o meu primeiro amor
pus um tapete vermelho
e esperei-o como um espelho
que reflecte a preto e branco
amei-o tanto
sem cor

O príncipe chegou
e quando pressentiu
que eu talvez fosse pedra
fugiu

Frase a frase construí um palácio
para o meu segundo amor
entre as rimas de um soneto
um retrato a branco e preto
que nos julgava mortais
amei-o mais
que a dor

O príncipe chegou
e quando pressentiu
que eu talvez fosse um verso
fugiu

No meu corpo vou construindo um palácio
como quem vê o sol pôr
feito apenas dos meus passos
dos desejos e abraços
que nos fazem não ter fim
amo-te sim
amor

o que fica de bom são as recordações, mas essencialmente: O PALÁCIO

um abraço amigo