05 julho, 2005

Dívidas

Ás vezes, em situações que nunca esperamos um dia que nos aconteça, estamos numa situação de devedores, que não foi feita nem por ma gestão, nem por abuso ou por gastos a mais do que se devia, mas sim porque terceiros nos meteram em situações que nunca mesmo nunca sonhavamos encontrar.
Aprender que dever dinheiro, e não poder pagar, provoca angústia e stress, mas, se considerarmos que nao é por vontade nossa mas sim pela força dos que nos ficam a dever que criamos essas dívidas, entramos num circulo terrível, em que as tantas nao se sabe bem de quem é a responsabilidade séria de quem deve, uma vez que se não nos pagam, a razão é exactamente a mesma.
Quando damos a cara, e enfrentamos os credores, mesmo em situações de pré desespero, e mesmo assim assumimos as nossas dívidas, se não as poderemos pagar, a situação é a de que, por mais que os nossos credores berrem, por mais que eles nos insultem, se não temos maneira de pagar, não é por nos insultarem ou berrarem que nós somos capazes de pagar, com a agravante de desestabilizar mentalmente as pessoas, que em vez de estarem calmas para poderem enfrentar o seu dia a dia e tentar cumprir com as suas dívidas, tentando recuperar as empresas, em vez de as fazerem ter vontade mais rápida de desistir.
Quantas vezes, estando numa situação de desespero financeiro, nos apetece mandar tudo as couves, e deixar de ouvir os que a nossa volta so nos sabem moer a paciencia, e que só nos conseguem mesmo criar defesas, que sse nao tivermos cabeça e principios morais, optaríamos pela mentira, so para nos ver-mos livres de tal perseguição.
Se as pessoas forem inteligentes, percebem que se uma determinada pessoa não tem mesmo meio de lhes pagar, de pouco serve andar sempre em cima dela, e massacra-la. Pode conseguir com isso que, se a pessoa for frágil, e mal estruturada, começar a ter depressões e começar a pensar em suicidio.
O problema do homicidio involuntário é esse, é que mesmo pensando que apenas estamos a reclamar os nossos direitos, poderemos ser responsáveis, pela morte de pessoas, mesmo não tendo sido nós proprios a usar as ferramentas da dita cuja morte, mas, a pressionarmos as pessoas a atingir esse estado deplorável de equilibrio emocional, que faz com que, num determinado momento, tentem desesperadamente acabar com o suplicio da sua vida, quando de facto, por terem dado cabo de tudo, arranjam outro suplicio que é o de terem de repetir a lição d evida, e voltar cá a passar por tudo, mas com a agravante de que terão de aguentar mais pressão ainda pelo facto de abandonarem as provas a que se sugeitaram.
Talvez seja consolador, perceber que nao vale a pena abandonar as provas, e por isso, quando alguém pressionar demais, e deixa-lo a falar sozinho ao telefone, e fazer uns ruídos estranhos para que essa pessoa pense que a ligação esta má, e não nos obrigar nem a mentir, nem a deixar de dar a cara, ou de enfrentar as dívidas com a cabeça erguida de quem não deve por querer ou por apropriação de dinheiro, mas sim porque nao pode, nem consegue porque outros também ficaram a dever, e o ciclo fica assim mais apertado, sem dar possibilidades a quem seja de honra, honrar os seus compromissos, e quem sabe, um dia voltar a ter um sorriso, e os fornecedores voltarem a dizer, que naquela casa, se paga mesmo bem, como acontecia no passado.

Já agora vale a pena pensar nisto

Beijos a quem é de beijos!

2 comentários:

Anónimo disse...

Viva! Pareceu-me muito interessante a coragem de falares sobre este assunto em público. O que é preciso é que as pessoas contem como acontecem estas experiências, para que outros possam aprender a evitá-las. Estou a fazer um trabalho sobre endividamento para uma revista. Será que estarias disposto a colaborar?
Se sim, entra em contacto comigo através do email: ampeixoto@publico.pt

BAGÉ(1811-1911-2011): RUMO AOS DUZENTOS ANOS - OLHAR SULEAR, CONTEMPLANDO O MUNDO disse...

Um bom texto. Perfeito, na essência. Parabéns!